Fazendinha: O estádio histórico do Corinthians
A Fazendinha é o estádio histórico do Corinthians: oficialmente chamado Estádio Alfredo Schürig, foi aberto em 1928 dentro do Parque São Jorge, no Tatuapé, e serviu como casa do clube antes da era Pacaembu. Quase cem anos depois, continua ativo, agora a serviço da base e do time feminino.
A seguir, você confere a ficha técnica do estádio, a explicação para os dois nomes, os artilheiros e goleadas que fizeram fama no local, a polêmica em torno do recorde de público e como a Fazendinha é usada atualmente.
Resumo rápido sobre a Fazendinha
- Nome oficial: Estádio Alfredo Schürig.
- Abertura: 22 de julho de 1928, em jogo contra o America-RJ (2 a 2).
- Local: sede do Parque São Jorge, Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.
- Maior artilheiro no estádio: Teleco, com 129 gols, segundo levantamento de torcedores.
- Último jogo do time principal: 3 de agosto de 2002, contra o Brasiliense.
- Uso atual: categorias de base, futebol feminino e eventos do clube.
Ficha técnica do Alfredo Schürig
Antes da história, os dados. A tabela abaixo reúne as informações mais citadas sobre o estádio. Onde as fontes não batem, os dois números aparecem.
| Item | Informação |
|---|---|
| Nome oficial | Estádio Alfredo Schürig |
| Apelidos | Fazendinha e Parque São Jorge |
| Endereço | Rua São Jorge, 777, Tatuapé, São Paulo |
| Inauguração | 22 de julho de 1928 |
| Dono | Sport Club Corinthians Paulista |
| Gramado | Natural, 105 m x 68 m |
| Capacidade | Entre 9 mil e 18,5 mil, conforme a fonte |
| Recorde de público | 27.384 (1962) ou 32.419 (1959), conforme a fonte |
Dois nomes, duas histórias
O apelido é anterior ao nome oficial. Quando o Corinthians adquiriu o terreno, em 1926, havia ali uma pequena propriedade rural. Os sócios começaram a se referir ao campo como Fazendinha, e o termo virou sinônimo do estádio.
Já o nome de batismo homenageia Alfredo Schürig. Antes de presidir o clube, ele colaborou com dinheiro para a compra da área e com material de construção para as arquibancadas. Na presidência, no começo dos anos 1930, tocou uma reforma que levou à reinauguração do estádio em 1933. A partir dali, o Parque São Jorge substituiu de vez o antigo campo da Ponte Grande como principal palco corintiano na cidade.
O estádio, aliás, é só uma parte do Parque São Jorge. O complexo é também a sede social do Corinthians, com quadras, piscinas e espaços para outras modalidades. Por isso, a Fazendinha convive com a rotina de sócios e atletas de vários esportes. O gramado já foi usado até pelo Corinthians Rugby, equipe ligada ao clube.
Goleadas, artilheiros e um torneio internacional
Pelo gramado da Fazendinha passaram gerações de ídolos. O nome mais forte é o de Teleco, centroavante dos anos 1930 e 1940. Levantamentos de torcedores atribuem a ele 129 gols em 100 partidas disputadas no estádio, uma média acima de um gol por jogo.
A maior goleada registrada foi em 1929: 11 a 2 sobre o Atlético Mineiro, num 12 de outubro. Décadas depois, em 1963, o estádio entrou no mapa internacional ao receber jogos do futebol nos Jogos Pan-Americanos realizados em São Paulo.
A arquitetura também tem seu enredo. As primeiras arquibancadas aproveitavam um barranco. Depois vieram as de madeira e, por fim, as de concreto. A troca para o concreto chegou a desagradar parte dos torcedores mais apegados ao estádio original.
O enigma do maior público
Poucos temas da Fazendinha geram tanta discussão quanto o recorde de público. Há duas versões principais. A primeira aponta 27.384 pagantes em 4 de novembro de 1962, quando o Santos venceu por 2 a 1. A segunda fala em 32.419 pessoas contra a Ferroviária, em 1959.
O mesmo jogo contra o Santos, em 1962, aparece em alguns relatos com mais de 33 mil pessoas, número que não tem confirmação oficial. A explicação provável para a confusão é a diferença entre público pagante e público total, comum nos registros antigos. Por isso, o mais honesto é tratar os dois números como referências possíveis.
Como a Fazendinha é usada hoje
Com a chegada do Pacaembu, em 1940, os jogos grandes migraram para o estádio municipal. A Fazendinha seguiu viva, mas em segundo plano. Depois de uma reforma em 1992, recebeu por pouco tempo jogos do Paulista e da Copa do Brasil. A última partida do time principal foi um 1 a 0 sobre o Brasiliense, em 2002.
O estádio enfrentou anos difíceis. Problemas estruturais quase custaram o alvará, e a situação só foi regularizada pela prefeitura em 2017. Em 2018, aos 90 anos, ganhou arquibancadas pintadas de preto e branco.
Hoje, o espaço é dedicado às categorias de base e às Brabas, o time feminino do clube.
Para as Brabas, a Fazendinha tem valor especial. Jogar dentro da sede, num estádio quase centenário, aproxima o time feminino da história do clube e do torcedor que frequenta o Parque São Jorge. Partidas maiores das Brabas, porém, costumam ser levadas para a Neo Química Arena. Também recebe eventos internos. Em 2025, problemas na iluminação impediram jogos noturnos, e o clube anunciou a renovação dos refletores.
Perguntas frequentes sobre a Fazendinha
Quem foi Alfredo Schürig?
Foi um empresário e presidente do Corinthians no início dos anos 1930. Ajudou a pagar o terreno e a construir as arquibancadas, e por isso dá nome ao estádio.
Quando a Fazendinha foi inaugurada?
Em 22 de julho de 1928, com empate de 2 a 2 contra o America, do Rio de Janeiro. O estádio foi reinaugurado em 1933, após reforma.
Quem fez mais gols na Fazendinha?
Segundo levantamentos de torcedores, o recordista é Teleco, com 129 gols em 100 jogos no estádio.
As Brabas jogam na Fazendinha?
Sim. O time feminino do Corinthians é um dos principais usuários do estádio, ao lado das categorias de base.