Corinthians bicampeão mundial: Os títulos de 2000 e 2012
O Corinthians é bicampeão mundial graças a dois torneios da FIFA: a edição de 2000, decidida nos pênaltis contra o Vasco no Maracanã, e a de 2012, vencida por 1 a 0 sobre o Chelsea em Yokohama. Nas duas campanhas, o Timão saiu de campo sem nenhuma derrota.
Este post coloca as duas conquistas frente a frente. Você vai comparar como o time se classificou em cada ocasião, as escalações campeãs, os jogadores que decidiram e as principais diferenças entre uma taça e outra.
Resumo rápido sobre o bi mundial do Timão
- 2000: quatro jogos, duas vitórias e dois empates, com título nos pênaltis.
- 2012: dois jogos, duas vitórias por 1 a 0 e nenhum gol sofrido.
- Treinadores: Oswaldo de Oliveira em 2000 e Tite em 2012.
- Heróis: Dida e Edílson no primeiro título; Cássio e Guerrero no segundo.
- As duas taças foram reconhecidas pela FIFA como Mundial de Clubes.
Duas portas de entrada diferentes
Em 2000, o Brasil sediou a primeira edição do torneio, e a FIFA deu uma vaga ao país anfitrião. O Corinthians, campeão brasileiro de 1998, ficou com ela. Foi esse o motivo de o Timão jogar um Mundial antes de ganhar uma Libertadores.
Em 2012, a classificação veio pelo caminho clássico. O time de Tite levantou a Libertadores sem perder um jogo sequer e garantiu o direito de representar a América do Sul no Japão.
Essa diferença alimenta até hoje provocações de rivais sobre o título de 2000. Para a FIFA, porém, os dois troféus têm o mesmo status: ambos foram disputados em competições oficiais organizadas pela entidade.
Outra curiosidade é o tempo entre as conquistas. Foram quase 13 anos entre janeiro de 2000 e dezembro de 2012. Nesse intervalo, o torneio parou por alguns anos e mudou de formato antes de ser retomado em 2005.
Os times campeões, posição por posição
| Posição | Final de 2000 | Final de 2012 |
|---|---|---|
| Goleiro | Dida | Cássio |
| Defesa | Índio, Adílson, Fábio Luciano e Kléber | Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos |
| Meio-campo | Rincón, Vampeta, Marcelinho Carioca e Ricardinho | Ralf, Paulinho, Jorge Henrique, Danilo e Emerson |
| Ataque | Edílson e Luizão | Guerrero |
| Técnico | Oswaldo de Oliveira | Tite |
O desenho mostra a diferença de ideias. O time de 2000 tinha dois atacantes e muito talento ofensivo no meio. O de 2012 jogava com um centroavante só e povoava o meio-campo para marcar.
Nenhum jogador esteve nas duas finais. Os elencos foram montados em contextos muito diferentes, com mais de uma década de distância. O que se manteve foi a força defensiva: em 2000, o time sofreu dois gols em quatro jogos; em 2012, nenhum em dois.
Os personagens de cada taça
No primeiro título, Edílson foi o nome da fase de grupos. Marcou os dois gols no empate com o Real Madrid, no Morumbi, e terminou eleito o craque do torneio. Já Dida fechou o gol na campanha e brilhou na decisão por pênaltis, ao defender a cobrança de Gilberto. Foi eleito o melhor goleiro do torneio.
No segundo, o protagonismo ficou com outra dupla. Paolo Guerrero fez os dois gols do Corinthians no Japão, ambos de cabeça. Cássio parou o ataque do Chelsea com defesas seguidas e levou a Bola de Ouro, algo raro para um goleiro.
Os técnicos também merecem destaque. Oswaldo de Oliveira montou um time ofensivo e técnico, que já vinha de títulos nacionais. Tite apostou num grupo coletivo e disciplinado, sem grandes estrelas internacionais, que fez da organização sua principal arma.
Para a torcida, cada título tem um símbolo. O de 2000 é lembrado pelo chute de Edmundo para fora e pela festa no Maracanã. O de 2012 tem como marca a cabeçada de Guerrero e as defesas de Cássio em Yokohama.
Três diferenças entre as conquistas
- Local: em 2000, o Timão jogou em casa, no Morumbi e no Maracanã. Em 2012, atravessou o planeta e teve dezenas de milhares de torcedores no Japão.
- Formato: o torneio de 2000 teve grupos com oito clubes. O de 2012 era um mata-mata curto, e o Corinthians entrou direto na semifinal.
- Rival na final: em 2000, um clássico nacional contra o Vasco. Em 2012, o campeão europeu, o Chelsea de Lampard, Hazard e Fernando Torres.
Os números do bicampeonato
| Dado | 2000 | 2012 |
|---|---|---|
| Jogos | 4 | 2 |
| Vitórias | 2 | 2 |
| Empates | 2 | 0 |
| Gols marcados | 6 | 2 |
| Gols sofridos | 2 | 0 |
| Torcida na decisão | aprox. 73 mil | 68.275 |
Somadas, as duas campanhas têm seis jogos, quatro vitórias, dois empates e nenhuma derrota. Em 2000, o empate da final foi decidido nos pênaltis, por 4 a 3.
Os números ajudam a explicar o perfil de cada campanha. Em 2000, o time marcou mais e precisou de quatro partidas. Em 2012, com apenas dois jogos, a defesa foi decisiva: Cássio terminou o torneio sem ser vazado.
Também há diferença no peso do adversário. Em 2000, o rival da final era um velho conhecido do futebol brasileiro. Em 2012, era o campeão europeu, com orçamento muito maior, o que deu ao segundo título um sabor especial de superação.
Perguntas frequentes sobre o bicampeonato mundial do Corinthians
Em que anos o Corinthians foi campeão mundial?
Em 2000, no Brasil, e em 2012, no Japão. Os dois torneios foram organizados pela FIFA.
O Corinthians perdeu algum jogo nos Mundiais que venceu?
Não. Foram quatro vitórias e dois empates nas duas campanhas, sem nenhuma derrota.
Quem foram os técnicos do bi mundial?
Oswaldo de Oliveira comandou o time em 2000. Tite foi o treinador da conquista de 2012.
Por que o Corinthians jogou o Mundial de 2000 sem ter Libertadores?
Porque a FIFA garantiu uma vaga ao anfitrião, e o torneio foi realizado em solo brasileiro. O Corinthians tinha vencido o Brasileirão de 1998.