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Torcida do Corinthians se reúne e arrecada mais de R$ 40 milhões

Quem passou em frente à Neo Química Arena nos últimos dias viu um movimento diferente, quase simbólico. Bandeiras erguidas, vozes roucas e aquele sentimento de “missão cumprida”, ainda que incompleta.

A FORÇA DA FIEL EM NÚMEROS

A campanha Doe Arena chegou ao fim no dia 26 de novembro, marcando mais um episódio que comprova a força quase inexplicável da torcida do Corinthians. Em menos de um ano, a Fiel colocou a mão no bolso e arrecadou mais de R$ 41 milhões para ajudar na redução da dívida do estádio, um montante absurdo diante do caos político que tomou conta do clube.

Em meio a denúncias, impeachment, brigas internas e uma dívida total que beira os R$ 3 bilhões, o torcedor fez o que sempre faz: assumiu a responsabilidade que não era dele.

Mais de 200 boletos de amortização foram quitados pelas doações, diminuindo juros e dando fôlego financeiro ao clube. Um esforço direto, concreto e emocionalmente pesado, porque não era uma campanha simples, era quase um pedido de socorro.

POR QUE A CAMPANHA FOI ENCERRADA?

A decisão dos Gaviões da Fiel de encerrar a vaquinha antes do previsto trouxe um recado claro para a diretoria. “Se o clube não se organizar, não dá para continuar pedindo para o torcedor pagar a conta.”

A fala ecoa a insatisfação com a falta de transparência, planejamento e estabilidade no comando do Corinthians. Apesar da vontade de continuar, a torcida fez o que era justo:
colocou o limite.

A SITUAÇÃO DO ESTÁDIO

A dívida referente à Arena gira hoje em torno de R$ 655 milhões.
A diretoria tenta renegociar os juros de 18% ao ano, buscando um modelo mais leve, algo que aliviaria, mas não solucionaria tudo.

O recado do torcedor foi simples:
Responsabilidade primeiro. Arrecadação depois.

POLÊMICA NAS REDES

Em meio ao encerramento da campanha, um episódio irritou a Fiel:
um conselheiro decidiu tirar sarro da torcida nas redes sociais.

E aí virou aquele clássico momento em que o corintiano responde na lata: “Ué, arrecada R$ 41 milhões você, então, amigo. Quero ver ajudar nos boletos ao invés de só votar.”, o torcedor não perdoa, principalmente quando faz a parte dele.

ANÁLISE: GAVIÕES ACERTARAM?

Sim. E muito.

Encerrar a campanha agora foi um movimento maduro, político e estrategicamente perfeito.
A Fiel provou, mais uma vez, que é o pilar emocional e financeiro do clube, mas também mostrou que não vai ser usada como muleta eterna. A decisão coloca pressão sobre a diretoria: Ou vocês colocam ordem na casa, ou não contem com a torcida para salvar tudo o tempo inteiro.

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