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Stabile sofre pressão nos bastidores do Corinthians; sobre demissão

Presidente do Corinthians, Osmar Stabile, está no centro de uma disputa política que pressiona pela saída de Fabinho Soldado, executivo de futebol do clube. Apesar da cobrança interna, o mandatário mantém o profissional no cargo, mesmo sob críticas e desconfiança de conselheiros influentes do Parque São Jorge.

Desde que assumiu o comando do clube em maio de 2025, após o afastamento de Augusto Melo, Stabile promoveu uma reformulação no quadro de funcionários ligados à gestão anterior. Mas Fabinho Soldado segue como exceção e isso tem incomodado.

Grupos políticos têm pedido a demissão imediata do executivo de futebol, alegando que ele possui poderes excessivos para alguém que foi contratado e não eleito. Além disso, seu salário alto e decisões recentes no departamento de futebol têm alimentado o debate.

Pressão pelo retorno de um diretor estatutário

Parte dos conselheiros defende o retorno do cargo de diretor estatutário, historicamente utilizado para equilibrar forças políticas dentro do clube. Nas últimas gestões, esse papel teve protagonismo em articulações políticas:

  • Augusto Melo e Rubão
  • Duílio Monteiro Alves e Roberto de Andrade
  • Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves

Com a saída de Rubão, em maio de 2024, Fabinho assumiu sozinho o comando do futebol, e desde então é visto como “autônomo demais” por alguns setores do clube.

Alvo de críticas por decisões no futebol

Fabinho é responsabilizado por episódios polêmicos, como:

  • A venda de Kauê Furquim para o Bahia
  • A falta de contratações antes do transfer ban
  • As ausências de Memphis Depay e José Martínez em treinos

Além disso, a folha salarial de R$ 20 milhões mensais para um elenco que ainda não conseguiu duas vitórias seguidas no Brasileirão, após 29 rodadas, é alvo de duras críticas.

CT Joaquim Grava: o território de Fabinho

Se no Parque São Jorge Fabinho sofre pressão, no CT Joaquim Grava ele é blindado. O executivo tem o respeito dos jogadores e mantém o local como um ambiente controlado, onde apenas pessoas-chave têm acesso.

Internamente, é elogiado pela seriedade, postura firme e habilidade para administrar crises. Ganhou respaldo por manter a palavra com os atletas e enfrentar turbulências com firmeza.

Vestiário fechado com o executivo

O apoio mais forte de Fabinho vem de quem realmente vive o dia a dia do futebol: os jogadores. Após a vitória contra o Atlético-MG, Hugo Souza, goleiro e capitão da equipe, saiu em defesa do dirigente:

“O Fabinho que cuida de todo o nosso ambiente no futebol. É um cara que a gente tem que respeitar muito, não só a torcida, mas o conselho, a diretoria, a presidência. O clube em si precisa respeitar o trabalho que o Fabinho faz aqui.”

“Ele revolucionou o futebol dentro do clube. O Corinthians não vencia há seis anos e nós ganhamos o Paulistão. Estamos em outra semifinal da Copa do Brasil. Temos que enaltecer o trabalho dele e não criar situações para criticá-lo.”

Demissão agora seria risco de crise com o elenco

Com tamanho respaldo no vestiário, qualquer movimentação para derrubar Fabinho antes do fim da temporada pode provocar uma crise interna que prejudique o time em campo. O Corinthians ainda disputa a semifinal da Copa do Brasil, marcada para dezembro.

Nos bastidores, comenta-se que uma saída só aconteceria após a competição, como forma de evitar atritos com o grupo de jogadores e preservar o clima até lá.

Análise: Stabile no fio da navalha

O presidente Osmar Stabile vive um jogo de equilíbrio perigoso. De um lado, os conselheiros querem mais controle político no futebol. Do outro, o elenco respalda a permanência de Fabinho. Stabile, que foi eleito de forma indireta pelo Conselho, tenta manter o apoio político sem romper com quem está dentro de campo.

A frase do presidente a aliados mostra sua firmeza, ao menos por ora:

“Fabinho está mantido. Quem manda é o presidente.”

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