Quanto é a dívida assustadora do Corinthians com Gil?
O Corinthians voltou a ver seu drama financeiro ganhar os holofotes. Desta vez, a bomba envolve um dos maiores ídolos recentes do clube: Gil. A Justiça foi clara e o impacto nos cofres do Timão é pesado.
A Justiça de São Paulo condenou o Corinthians a pagar R$ 11,37 milhões ao zagueiro Gil. A decisão foi assinada pela juíza Camila Rodrigues Borges de Azevedo, da 19ª Vara Cível, e representa mais um duro golpe na já combalida situação financeira do clube do Parque São Jorge.
O valor envolve direitos de imagem não pagos entre julho e dezembro de 2023, além de pendências antigas da primeira passagem do defensor pelo clube. Ou seja: dívidas que se arrastaram no tempo e agora cobraram seu preço.
Clube tentou, mas Justiça não aliviou
O Corinthians tentou usar como argumento o pedido de adesão ao Regime Centralizado de Execuções (RCE), buscando aliviar o impacto imediato da cobrança. Mas a juíza foi direta ao rejeitar a estratégia.
Segundo a magistrada, o processo movido por Gil é de natureza cognitiva, servindo para reconhecer oficialmente a existência da dívida e não apenas executá-la. Na prática, isso impede o clube de usar manobras jurídicas paralelas para frear o reconhecimento do débito.
Mesmo cabendo recurso, internamente o caso já é tratado como mais um alerta vermelho na gestão financeira alvinegra.
Honorários aumentam ainda mais o rombo
Como se os R$ 11,37 milhões não fossem suficientes, o Corinthians ainda foi condenado a pagar honorários advocatícios fixados em 10% do valor da ação. Na conta final, o prejuízo ultrapassa com folga a casa dos R$ 12 milhões.
O caso ganha contornos ainda mais simbólicos porque, recentemente, Gil foi homenageado pelo clube. Antes do clássico Majestoso, em Itaquera, recebeu uma placa das mãos da diretoria, ao lado do filho, sob aplausos da torcida. O gesto bonito no gramado, porém, agora contrasta com a dura realidade jurídica fora dele.
Análise: mais que uma dívida, um sintoma
Essa condenação vai além de números frios. Ela escancara um problema estrutural do Corinthians: gestão financeira falha, acúmulo de passivos e dificuldade em honrar compromissos até com seus ídolos. Para o torcedor, fica a sensação amarga de ver quem deu tudo em campo precisando recorrer à Justiça. Para o clube, o recado é claro: sem organização fora de campo, o preço sempre chega e é alto.
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