Presidente do Corinthians quer acabar com transfer ban e avalia possibilidade de empréstimo
O Corinthians avalia a possibilidade de contratar um empréstimo para quitar dívidas que impedem o fim do transfer ban imposto pela Fifa desde agosto de 2025, priorizando pagamentos de cerca de R$ 40 milhões ao Santos Laguna (México) pela contratação de Félix Torres e R$ 41,5 milhões ao meia Matías Rojas, confirmados pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).
O presidente Osmar Stabile afirmou que o clube trabalha para evitar a operação financeira, mas está preparado para acioná-la se necessário, inclusive para um eventual parcelamento com Rojas, cujo estafe negocia sem intenção imediata de novo bloqueio. Há ainda quatro condenações pendentes na Fifa, totalizando dívidas acima de R$ 125 milhões em casos internacionais.
Corinthians conta com entrada de outras verbas
A diretoria conta com entradas de cotas de TV da Liga Forte União (LFU), dependentes de colocação no Brasileirão e audiência, e premiações da Copa do Brasil, onde o Timão disputa as semifinais contra o Cruzeiro: R$ 77,175 milhões pelo título ou R$ 33,075 milhões pelo vice.
Prioridades incluem acertar a folha salarial, com 13º salário, e a primeira parcela de R$ 1 milhão devida a Memphis Depay em dívida de R$ 23 milhões. Em outubro, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) autorizou antecipação de cotas e empréstimo de até R$ 100 milhões via LFU, com teto de R$ 72,5 milhões a juros de CDI + 3%, abatidos das cotas de 2026 em duas parcelas de R$ 36 milhões cada.
Essa estratégia reflete a pressão financeira acumulada, com o clube na 13ª posição do Brasileirão (42 pontos em 33 jogos) e foco em semifinais de mata-mata para engordar o caixa. Stabile enfatiza flexibilidade: “Poderá ser feito a qualquer momento, se necessário”, enquanto a Diretoria Financeira simula cenários para definir o valor exato da operação.
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