Timão Fanáticos

Os melhores volantes da história do Corinthians; veja lista

O Corinthians sempre foi conhecido pela raça e pela entrega dentro de campo, e ninguém representa melhor esse espírito do que os volantes que marcaram época no clube. De Amílcar Barbuy a Paulinho, o levantamento relembra os dez maiores volantes da história do Timão, levando em conta gols, títulos e identificação com a Fiel.

Os primeiros guerreiros: Amílcar e Belangero

O primeiro nome da lista é Amílcar Barbuy, que vestiu o manto alvinegro entre 1913 e 1923. Foi o primeiro grande ídolo do Corinthians e também o primeiro jogador do clube convocado para a Seleção Brasileira, em 1916. Com 93 gols em 213 jogos, é o volante com mais gols da história corinthiana, além de ter conquistado quatro Paulistas.

Na sequência, Roberto Belangero brilhou entre 1949 e 1960. Chamado de “professor” por jogar de cabeça erguida, foi um dos pilares do time campeão dos anos 50. Disputou 451 jogos, marcou 22 gols e conquistou seis títulos, incluindo três Paulistas e três Rio-São Paulo. Chegou a ser titular da Seleção Brasileira, mas uma lesão o tirou da Copa de 1958.

Democracia e entrega: Biro-Biro, Vampeta e Rincón

Nos anos 70 e 80, o símbolo de dedicação atendia pelo nome de Biro-Biro. Estreou em 1978 e, com carisma e raça, se tornou ídolo da Democracia Corinthiana. Foram 590 jogos, 75 gols e quatro títulos estaduais, o volante que mais vezes vestiu a camisa do Corinthians.

Chegando em 1998, Vampeta foi pura versatilidade e liderança. O “Velho Vamp” colecionou sete títulos com o Timão, incluindo dois Brasileiros, um Mundial e uma Copa do Brasil, além de 17 gols em 268 partidas. Foi também campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002.

Seu parceiro de meio-campo, Freddy Rincón, é lembrado como o capitão e xerife da equipe campeã do Mundial de 2000. Entre 1997 e 2000, o colombiano venceu ainda dois Brasileiros e um Paulista, anotando 11 gols em 158 jogos. É o terceiro estrangeiro com mais partidas pelo Corinthians.

Os anos 2000: Fabinho, Cristian e Elias

Em 2001, Fabinho chegou e logo conquistou espaço. Marcador firme e com bom chute, o volante somou 247 jogos, 17 gols e seis títulos, incluindo duas Copas do Brasil e o Campeonato Paulista. Voltou em 2008 para ajudar o time novamente.

No mesmo ano, Cristian foi contratado para a disputa da Série B e virou símbolo da retomada. Ficou eternizado pelo gol no último minuto contra o São Paulo, em 2009, no Paulistão. Foram 100 jogos, 10 gols e seis títulos, incluindo Brasileiro e Copa do Brasil.

Ao lado dele, Elias foi o motor do meio-campo corinthiano. Com arrancadas e gols decisivos, acumulou 41 gols em 253 jogos, sendo o terceiro volante mais artilheiro da história do clube. Conquistou quatro títulos, incluindo o Brasileirão e marcou presença também na Neo Química Arena, onde é o 20º maior artilheiro do estádio.

Era dourada: Ralf e Paulinho

A partir de 2010, o Timão encontrou uma das duplas mais simbólicas de sua história: Ralf e Paulinho.

O primeiro, Ralf, virou sinônimo de raça e consistência. Foram 437 jogos, 10 gols e oito títulos, incluindo a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012. Um fato curioso: nunca foi expulso pelo Corinthians, mesmo sendo um marcador implacável.

Já Paulinho foi a força ofensiva da dupla. Com 40 gols em 219 partidas, é o quarto volante mais artilheiro do Timão. Foi protagonista no gol salvador contra o Vasco, na Libertadores de 2012, e participou do gol do título mundial naquele mesmo ano. Ídolo absoluto, soma quatro troféus com o clube.

Comentários estão fechados.