Nova regra no futebol poderia ‘afetar’ totalmente o Brasileirão
Imagina o Brasileirão com uma regra igual à do basquete? Pois é, a ideia não é brincadeira, veio de Manuel Pellegrini, técnico do Betis, e já estaria sendo analisada por especialistas. A proposta promete causar uma revolução no futebol, principalmente se Fifa e CBF resolverem aderir.
A proposta ousada de Pellegrini
Depois da vitória do Betis por 2 a 0 sobre o Lyon, pela Liga Europa, o treinador chileno de 72 anos soltou a bomba: ele quer proibir que o time recue a bola para o próprio campo depois que cruza o meio-campo.
Segundo Pellegrini, a mudança tornaria o futebol mais dinâmico e ofensivo, algo semelhante ao que já acontece no basquete:
“Acho que existem outras regras que poderiam ser modificadas para melhorar o futebol, como impedir que a bola retorne ao seu próprio campo depois de cruzar o meio-campo. Isso tornaria o jogo mais dinâmico e interessante”, afirmou o treinador.
A ideia lembra o sistema do basquete, em que o time tem oito segundos para atravessar a bola da defesa ao ataque e, depois disso, não pode mais recuar. Se não conseguir, a posse passa para o adversário. No futebol, isso mudaria completamente o estilo de jogo, principalmente no Brasileirão, onde muitos times apostam na posse e nas trocas de passes mais longas.
Especialistas já analisam o impacto
De acordo com Pellegrini, a proposta já está sendo estudada. A intenção é fazer o futebol mais veloz, mais agressivo e com menos “retranca”.
A ideia vem em meio a um debate crescente sobre modernização das regras. Recentemente, a Fifa aprovou mudanças para punir goleiros que seguram a bola por mais de oito segundos, marcando escanteio para o adversário, algo que já está mexendo com o comportamento dos times.
E o impedimento?
Quando perguntado sobre possíveis mudanças na regra do impedimento, Pellegrini preferiu não mexer: “Acho que a regra do impedimento, para mim, está correta no momento. E com o VAR, é muito mais fácil evitar erros. Se começarem a mudar muito, só vai gerar problemas”, completou.
E o Brasileirão nisso tudo?
Agora, pensa se essa regra chega ao Brasileirão…
Clubes como Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG, que trabalham muito com saída de bola e rotação entre zagueiros e goleiro, teriam que mudar totalmente o jeito de jogar.
O jogo ficaria mais direto, mais intenso e com menos espaço para “cozinhar” a partida, o que, por outro lado, poderia acabar com a cera e o antijogo.
Para torcedores, seria um espetáculo mais rápido e imprevisível. Para técnicos e defensores, um pesadelo tático.
Comentários estão fechados.