Nova função de Marcelo Paz no Corinthians causa atrito na FFU
O tabuleiro político do futebol brasileiro voltou a ferver. A ida de Marcelo Paz para o Corinthians acelerou sua saída da presidência da Futebol Forte União (FFU) e escancarou um racha interno que pode mudar os rumos do bloco.
Mudança no Corinthians gera tensão imediata
A transição já estava no radar, mas ganhou contornos de urgência após Marcelo Paz aceitar nova função e assumir como diretor executivo de futebol no Corinthians. Nos bastidores da FFU, a avaliação é clara: não há clima para que ele siga à frente da entidade enquanto ocupa um cargo estratégico em um dos clubes associados.
A expectativa é que a saída seja oficializada ainda nesta semana, abrindo um vácuo de poder justamente em um momento decisivo para o futuro comercial do grupo.
O impasse dos direitos comerciais do Corinthians
Um dos pontos mais sensíveis dessa crise envolve o próprio Corinthians. Diferente dos outros 32 clubes da FFU, o Timão não fechou acordo para a negociação de 10% a 20% dos direitos comerciais do bloco.
Resultado prático:
- O Corinthians não pode votar nas assembleias da FFU
- Mesmo assim, possui o contrato de TV mais valioso do grupo
- Estimativa de arrecadação: R$ 300 milhões até 2029
Esse paradoxo aumentou o desconforto interno e pesou contra a permanência de Paz no comando da entidade.
Sucessão na FFU: eleição ou acordo?
Com a saída de Marcelo Paz praticamente sacramentada, a FFU já discute os próximos passos. A sucessão pode ocorrer de duas formas:
- Eleição formal entre os clubes, ou
- Consenso interno, cenário visto hoje como o mais provável
Entre os nomes que circulam com força está o de Alessandro Barcellos, atual presidente do Internacional, que desponta como opção para liderar o grupo nesse momento turbulento.
Análise: por que isso importa tanto?
A FFU vive uma fase crítica, especialmente nas negociações de direitos de televisão e comerciais, que podem definir o equilíbrio financeiro dos clubes nos próximos anos. A saída de um presidente sem uma transição bem amarrada pode:
- Enfraquecer o poder de barganha do bloco
- Atrasar decisões estratégicas
- Abrir espaço para divisões internas em um mercado já extremamente competitivo
No futebol fora das quatro linhas, liderança forte também ganha campeonato. E a FFU sabe que não pode errar agora.
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