Negociação de dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal teve nova atualização
A Caixa Econômica Federal deve apresentar ao Corinthians, em até 30 dias, uma nova proposta para o pagamento da dívida relacionada à Neo Química Arena, que atualmente ultrapassa R$ 670 milhões. O clube paulista busca uma renegociação que envolva principalmente a redução da taxa de juros, apontada como principal obstáculo para o equilíbrio do fluxo de caixa do Timão.
Atualmente, a dívida está vinculada à taxa Selic acrescida de 2%, totalizando quase 18%, uma taxa considerada alta pelo clube. O Corinthians deseja que esse índice passe a ser calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que reduziria a taxa para cerca de 9%, aliviando significativamente os pagamentos mensais. Os valores recebidos pela Hypera Pharma pelo naming rights da arena, estimados em R$ 20 milhões anuais, atualmente são usados para cobrir os juros dessa dívida.
Corinthians já se reuniu com a Caixa para discutir alternativas
A diretoria corinthiana, liderada por Osmar Stábile, já se reuniu com o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, para discutir alternativas ao contrato vigente. Embora o diálogo esteja em estágio inicial, ambas as partes demonstram otimismo quanto à possibilidade de um acordo que seja favorável. Nos bastidores, chegou-se a cogitar até a suspensão temporária dos pagamentos para pressionar o banco, mas essa medida não é a opção oficial da diretoria.
Paralelamente, a torcida organizada Gaviões da Fiel mantém a campanha de financiamento coletivo, popularmente chamada de “vaquinha”, que já arrecadou cerca de R$ 40 milhões para ajudar a quitar a dívida do estádio. Com a renegociação, o Corinthians espera mais liberdade para administrar financeiramente o clube e fortalecer outros setores essenciais, sem o peso excessivo dos juros da arena.
Durante as últimas eleições indiretas na diretoria do clube, a questão da Neo Química Arena foi tema de debate entre os candidatos, com promessas de buscar soluções para quitar o débito milionário e otimizar a utilização do estádio como fonte de receita para o clube.
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