Maior ídolo de adversário da Série A revelou tentativa de ingressar no Corinthians
Magrão, considerado por muitos o maior ídolo da história do Sport Club do Recife, quase iniciou sua trajetória no futebol pelo Corinthians. Durante uma entrevista ao programa Voz do Esporte, divulgada na última terça-feira (15), o ex-goleiro, natural de Carapicuíba, São Paulo, revelou que seu pai, um torcedor fanático do Corinthians, chegou a tentar inscrevê-lo para um teste no clube quando ele ainda era adolescente.
Desde pequeno, Magrão também era corintiano, mas acabou mudando seu coração para o Sport. Ele contou como a paixão pelo gol começou logo na infância: “Meu pai me levava desde os 6, 7 anos aos estádios em São Paulo, pois trabalhava nos bares do Morumbi, do Parque Antártica e do Pacaembu. Eu acompanhava as partidas do São Paulo, Palmeiras e Corinthians, e sempre ficava atento aos goleiros em campo. Foi aí que comecei a admirá-los e a gostar da posição.”
A escolha para jogar como goleiro veio durante uma brincadeira de rua chamada “gol e linha”, comum em Carapicuíba. Magrão explicou que seu pai o orientava a ficar no gol para protegê-lo, já que ele era magrinho e enfrentava jogadores maiores. “Meu pai sempre mandava eu ir para o gol com medo que eu me machucasse, e acabei gostando tanto que me dediquei à posição desde então”, relembrou.
Magrão fala sobre relacionamento com o Corinthians
Sobre o seu relacionamento com o Corinthians, Magrão contou que nunca houve cobrança para que ele jogasse pelo time do coração do pai. “Meu pai sempre me apoiou muito, mas não me pressionou. Quando eu tinha 12 anos, ele tentou me levar para um teste no Corinthians, mas não conseguimos porque era necessário ser sócio do clube, e ele não tinha condições na época. Ficou muito triste por isso,” comentou.
Por fim, Magrão falou sobre a decisão da Copa do Brasil de 2008, quando Sport e Corinthians disputaram o título, que acabou ficando com o clube pernambucano. Perguntado se o pai torceu por ele naquela final, o ex-goleiro sorriu e respondeu: “Ele torceu para o filho. Aí não tem jeito (risos).”
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