Erro grave pode fazer Corinthians rescindir contrato
O Corinthians avalia rescindir o contrato com a Soccer Hospitality, empresa responsável pela administração do camarote Fielzone na Neo Química Arena, devido a problemas no sistema de biometria facial utilizado para o acesso ao espaço. A diretoria do clube demonstrou insatisfação com a recorrência de falhas na tecnologia da operadora, que teve desempenho inferior ao esperado já na estreia da Lei Geral do Esporte (LGE), que exige o uso da biometria facial em estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas.
Na partida entre Corinthians e Red Bull Bragantino, cerca de 34.211 torcedores compareceram à Arena. Embora a taxa geral de erros no reconhecimento facial tenha sido inferior a 0,5%, aproximadamente metade desses problemas (0,2%) ocorreram especificamente na entrada do Fielzone. Isso se deve ao fato das catracas do camarote utilizarem um sistema diferente daquele adotado pelo clube nas demais entradas do estádio, causando lentidão e reclamações entre os frequentadores do espaço, que inclui também uma choperia.
A gestão interina do Corinthians entende que a Soccer Hospitality não tem acompanhado de forma satisfatória a implementação da nova tecnologia, o que tem gerado repercussão negativa para a imagem do clube. Como consequência, o Timão estuda a possibilidade de romper a parceria para evitar maiores transtornos.
Empresa se pronunciou sobre o caso
Em meio à controvérsia, o CEO da Soccer Hospitality, Leonardo Rizzo, publicou críticas à obrigatoriedade do reconhecimento facial em estádios nas redes sociais, afirmando que, embora a tecnologia pareça eficiente no papel, sua aplicação prática tem gerado problemas em diversas praças do país. Segundo Rizzo, a implementação visa coibir o cambismo, mas “não funciona” e ainda ressaltou que nos Estados Unidos, referência em entretenimento, esse tipo de tecnologia não é usada nos eventos.
Além das dificuldades tecnológicas, o histórico da Soccer Hospitality com o Corinthians também inclui questões financeiras. O camarote Fielzone enfrentou atrasos no pagamento de dívidas que se arrastaram desde 2023 e só foram parcialmente regularizadas após negociações durante a gestão do então presidente Augusto Melo. Durante o período de inadimplência, a empresa chegou a receber ingressos em quantidade superior ao previsto contratualmente. Com a mudança na diretoria, houve ajuste na concessão desses bilhetes, retornando à quantidade acordada, que são comercializados a preços elevados.
A assessoria do Fielzone ainda não se posicionou oficialmente sobre a possível rescisão. O Corinthians segue avaliando o melhor caminho para garantir a qualidade do serviço oferecido em sua arena, evitando que problemas técnicos e financeiros comprometam a experiência dos torcedores e a reputação do clube.
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