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Dorival demitido? Entenda a situação do técnico do Corinthians

O empate sem gols do Corinthians contra o Vasco, na Neo Química Arena, em plena final da Copa do Brasil, caiu como uma bomba em Itaquera. A atuação sem brilho e a postura excessivamente cautelosa colocaram Dorival Júnior no centro das críticas e levantaram uma pergunta inevitável: o treinador corre risco de demissão?

Desde o apito inicial, ficou claro que o Corinthians entrou em campo priorizando a segurança defensiva. Mesmo jogando em casa, com quase 50 mil torcedores, Dorival optou por linhas compactas, pouca pressão alta e foco em neutralizar o adversário.

Com a bola, o Timão apresentou circulação lenta, pouca infiltração e dificuldade para acelerar o jogo. O meio-campo não conseguiu se conectar com o ataque, deixando Yuri Alberto isolado e obrigando Memphis Depay a tentar resolver sozinho, até sair de campo visivelmente incomodado.

Dorival errou feio nas Substituições

No segundo tempo, as mudanças promovidas por Dorival Júnior com as entradas de Vitinho, André e Dieguinho deram fôlego físico, mas não alteraram o desenho tático. O Corinthians seguiu apostando em bolas longas e cruzamentos previsíveis, facilitando a marcação do Vasco.

Enquanto isso, o time carioca cresceu na partida, passou a ocupar o campo ofensivo e criou as melhores chances, especialmente em escanteios e bolas aéreas. Nos minutos finais, o Timão recuou ainda mais, demonstrando clara satisfação com o 0 a 0.

Dorival virou alvo da Fiel

A reação nas redes sociais foi imediata e pesada. Torcedores questionaram a falta de ousadia, a leitura de jogo e a ausência de um plano ofensivo alternativo.

  • “Acho que o primeiro técnico do Corinthians que toma um nó do Diniz. Em momento nenhum o time foi melhor ou ameaçou. Passividade, zero criatividade… desanima.”
  • “Independente do resultado de domingo, Dorival deve sair! O time não tem esquema e nem comando.”

Outro episódio que repercutiu negativamente foi a discussão de Dorival com um torcedor na saída para o túnel, cena que aumentou ainda mais a pressão sobre o treinador.

Análise: Dorival na corda bamba?

A estratégia de Dorival Júnior mostrou medo de perder, quando o contexto pedia coragem para vencer. Em decisões, especialmente em casa, o Corinthians historicamente se impõe, algo que não aconteceu.

O empate não foi acaso. Foi consequência direta de um plano conservador, que limitou o potencial do elenco e inflamou a torcida. Agora, com a decisão em aberto e a pressão no máximo, Dorival entra no próximo jogo sob risco real. No Corinthians, resultado e desempenho caminham juntos e a paciência da Fiel é curta.

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