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Diretor do Corinthians pode deixar o clube caso candidato assuma à presidência do clube

O Corinthians vive um momento de instabilidade política e esportiva, marcado por uma crise institucional que teve início com o impeachment de Augusto Melo, presidente eleito para o triênio 2024-2026. A situação se agravou com a renúncia de membros do Conselho, levando à presidência interina de Osmar Stabile, que permanecerá no cargo até a eleição marcada para segunda-feira, 25 de agosto, no Parque São Jorge.

Neste cenário político conturbado, Antonio Roque Citadini desponta como um dos principais candidatos à presidência do clube. Conselheiro vitalício e figura influente na política interna do Timão, Citadini é apontado como favorito para a disputa com Stabile. Entre suas propostas está a entrega do comando do departamento de futebol a um ex-jogador identificado com o clube, mas ainda não há garantia sobre a permanência do executivo Fabinho Soldado, que sofre pressão da atual gestão. Além disso, o candidato tem planos específicos para a base, com foco na profissionalização do setor e na redução da influência de empresários, prevendo também a gestão do setor por um ex-atleta.

Corinthians busca abrir espaço no elenco

Enquanto a definição política se aproxima, a diretoria interina enfrenta dificuldades no mercado da bola devido a uma restrição da Fifa que impede o registro de novas contratações. O clube busca liberar jogadores que não estão nos planos para reduzir despesas e abrir espaço para a promoção de jovens talentos. Entre os atletas na lista estão o goleiro Matheus Donelli, de 23 anos, e o atacante espanhol Héctor Hernández.

Matheus Donelli, revelado nas categorias de base, perdeu espaço ao longo da temporada e tem sido preterido pelo também jovem Felipe Longo. Donelli foi relacionado pela última vez em junho e teve poucas oportunidades no Brasileirão, inclusive na derrota contra o Palmeiras.

Héctor Hernández, contratado para substituir Yuri Alberto, também está afastado do grupo principal e treina em horários alternativos. Sua última partida foi em junho contra o Grêmio, tendo participado de 19 jogos na temporada, com oito partidas como titular, marcando dois gols e dando uma assistência.

A maior dificuldade da diretoria está na negociação do meia Breno Bidon, peça fundamental desde a lesão de André Carrillo e visto como importante recurso para equilibrar as finanças do clube. Apesar de interesse de clubes europeus, até o momento não houve propostas formais consideradas adequadas, e apostas internas indicam que uma oferta superior a 15 milhões de euros é improvável.

Além dessas questões, o Corinthians já confirmou a saída de jogadores como Giovane, Alex Santana, Igor Coronado, Léo Mana e Diego Palacios durante esta janela de transferências. Diante das incertezas eleitorais e da pressão financeira, o clube busca reorganizar seu planejamento para enfrentar os próximos meses com foco na reconstrução do elenco e na estabilidade institucional.

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