Decisão já foi tomada: Corinthians foi condenado pela Justiça novamente
O drama de Allan Barreto e o Corinthians chegou a mais um capítulo na Justiça do Trabalho. O ex-jogador de futsal do clube vai receber R$ 1,223 milhão por pensão e indenizações, após a juíza considerar que a lesão no joelho configurou acidente de trabalho.
Acidente de trabalho reconhecido
Segundo a sentença da 32ª Vara do Trabalho de São Paulo, a juíza Taiguer Lucia Duarte entendeu que a lesão de Allan Barreto, sofrida em 27 de outubro de 2022, durante uma partida, resultou em incapacidade total e permanente para seguir na carreira de atleta de futsal. A perícia judicial confirmou que a lesão exigiu três cirurgias e levou à aposentadoria precoce do jogador, que se desligou das quadras em fevereiro de 2025.
Indenizações e pensão milionária
O clube terá de pagar:
- Pensão vitalícia equivalente a 100% dos salários que Allan receberia até completar 40 anos (ele tem atualmente 36).
- Indenizações por danos moral e existencial, cada uma estipulada em R$ 50 mil.
- Reflexos em verbas trabalhistas decorrentes do direito de imagem, totalizando cerca de R$ 223 mil.
- Indenização por estabilidade, aproximadamente R$ 100 mil.
No total, a condenação gira em torno de R$ 1,223 milhão, valor que ainda pode sofrer ajustes até a execução.
“A incapacidade total e permanente para o exercício da profissão de atleta de futsal representa quebra abrupta e irreversível de seu percurso profissional. Trata-se de perda que ultrapassa o sofrimento subjetivo indenizado a título de dano moral e caracteriza o dano existencial.” – Juíza Taiguer Lucia Duarte
Defesa do Corinthians
O Corinthians negou que o caso seja um acidente de trabalho. O clube argumentou que a lesão seria degenerativa, sem relação direta com a atividade profissional do atleta, e contestou a perícia médica. Em nota oficial, o clube afirmou que não comenta processos em andamento. Tanto o Corinthians quanto a advogada de Allan, Ivana Garcia, apresentaram recursos que serão julgados pelo TRT-2.
Para o torcedor, a condenação traz à tona debates sobre gestão de atletas, responsabilidade médica e segurança no esporte. A decisão reforça a obrigação de clubes respeitarem limites físicos de jogadores, evitando pressões que possam agravar lesões e prejudicar carreiras.
Do ponto de vista financeiro, a decisão representa um prejuízo considerável para o Corinthians, que ainda precisará lidar com os efeitos da decisão em seus balanços. Para Allan, além da compensação financeira, o reconhecimento judicial é um respiro após anos de dedicação e sacrifícios nas quadras.
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