Corinthians vendendo Breno Bidon ao Atlético? Nicola explica
O Atlético de Madrid entrou forte na disputa por Breno Bidon, uma das principais joias do Corinthians. Segundo o jornalista Jorge Nicola, representantes do clube espanhol já fizeram contato com pessoas ligadas ao Timão para sondar uma possível compra do meia em 2026. A proposta inicial deve ficar na casa dos 18 milhões de euros, cerca de R$ 111 milhões na cotação atual.
Oferta milionária e alívio financeiro à vista
O Corinthians detém 90% dos direitos econômicos de Bidon após a última renovação, que ampliou o contrato do jovem até dezembro de 2029. Caso a negociação avance, o clube paulista embolsaria algo em torno de R$ 100 milhões líquidos.
Dinheiro que viria em boa hora: o Timão enfrenta um cenário financeiro crítico, com dívidas que podem atingir R$ 3 bilhões até o fim do ano. O presidente Osmar Stabile ainda precisa reunir R$ 85 milhões de forma urgente para quitar duas condenações impostas pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), que já geraram transferbans, impedindo o clube de registrar novos atletas.
Bidon: o segundo mais valioso do elenco
Aos 20 anos, Breno Bidon é visto internamente como um dos pilares do futuro do Corinthians. Hoje, ele é o segundo jogador mais valioso do elenco, atrás apenas de Yuri Alberto, avaliado em 30 milhões de euros.
Apesar do assédio europeu, a diretoria corintiana ainda não recebeu uma proposta formal, mas o staff do jogador já foi procurado e deve repassar as cifras oficiais ao clube nos próximos dias.
Pressão segue aumentando nos bastidores
O ano de 2025 começou com o fim do jejum de títulos, o Corinthians voltou a levantar o Paulistão, mas o alívio esportivo não veio acompanhado de estabilidade financeira.
Em janeiro, o então presidente Augusto Melo previa R$ 240 milhões em vendas de jogadores. Hoje, sob Stabile, a projeção despencou para R$ 88 milhões. Sem transferências significativas, o Timão vê seu caixa secar rapidamente.
Análise: vender ou segurar a joia?
A possível venda de Breno Bidon representa um dilema clássico para o Corinthians. De um lado, a necessidade urgente de caixa pode empurrar o clube a negociar o jogador antes da hora. De outro, Bidon é um ativo técnico e financeiro raro, um meia moderno, formado em casa e com mercado na Europa.
Vender agora, por 18 milhões de euros, pode ser um alívio imediato, mas também um risco esportivo, já que o jogador tende a se valorizar ainda mais com a sequência na equipe titular.
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