Corinthians rompeu contrato de olho em 40% do lucro; pagou R$ 11 milhões
O Corinthians decidiu encerrar o contrato com a Indigo, empresa que administrava o estacionamento da Neo Química Arena, e vai desembolsar R$ 11 milhões pela rescisão. A decisão faz parte de uma estratégia para garantir 40% do lucro líquido da nova gestora, que já foi escolhida, mas ainda não teve o nome revelado.
A quantia milionária será paga com o adiantamento da nova empresa, que topou cobrir a multa e ainda oferecer um bônus financeiro ao clube. Em contrapartida, o Timão não poderá realizar novas trocas de gestão no estacionamento até que esse valor seja totalmente ressarcido.
A Indigo, no entanto, discorda do valor acordado e alega que a multa correta deveria ser de cerca de R$ 20 milhões. Se não houver consenso, o impasse pode parar na Justiça, com uma possível cobrança de R$ 9 milhões de diferença.
Contrato antigo virou dor de cabeça
O contrato com a Indigo foi firmado em 2018, na gestão de Andrés Sanchez, e previa 120 meses de vigência, com rescisão apenas em casos específicos. O clube recebeu R$ 11,4 milhões na assinatura, mas as condições acabaram se mostrando desfavoráveis ao Corinthians, que ficou amarrado a um acordo difícil de romper.
Nos bastidores, a decisão de romper o vínculo teria sido motivada por insatisfação da diretoria atual com os termos herdados e pela busca de um modelo de gestão mais rentável.
O polêmico contrato já havia sido alvo de críticas internas e externas. O ex-presidente Augusto Melo chegou a prometer uma investigação sobre o caso, e uma auditoria da Ernst & Young foi realizada para esclarecer as contas do clube. Embora o relatório tenha sido apresentado recentemente à diretoria, nenhuma novidade relevante foi divulgada oficialmente.
Timão de olho no futuro
Com o novo acordo, o Corinthians passará a receber 40% do faturamento líquido do estacionamento, uma fatia significativa que pode representar um importante reforço de caixa a longo prazo. A diretoria também pretende criar um sistema de controle de receitas para acompanhar de perto a movimentação financeira da nova gestora e evitar novas surpresas.
Análise: movimento estratégico com risco calculado
A rescisão é vista internamente como uma aposta ousada. O Corinthians tenta corrigir erros de gestões passadas e transformar um contrato considerado “engessado” em uma nova fonte de lucro recorrente. Por outro lado, o risco jurídico com a Indigo ainda preocupa, e o clube precisará administrar com cuidado o adiantamento recebido para não comprometer futuras receitas.
O torcedor, que acompanha de perto a situação financeira do clube, espera que o novo acordo represente um passo firme rumo à recuperação econômica, sem novos tropeços administrativos.
Próximo desafio em campo
Enquanto resolve os bastidores, o Timão volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Vitória. O elenco já encerrou os treinos e quer transformar o clima de mudança fora de campo em resultado positivo dentro das quatro linhas.
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