Corinthians monta operação para derrubar transfer ban; decisão em 90%
O relógio corre contra o Corinthians. Com o transfer ban ainda ativo, a diretoria montou uma força-tarefa financeira para encerrar pendências na Fifa e liberar o clube para voltar ao mercado — e a decisão pode sair em questão de dias.
O foco agora é a dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro equatoriano Félix Torres. As partes retomaram as conversas para definir o valor final a ser depositado e, assim, derrubar o transfer ban.
- Condenação inicial: US$ 6,145 milhões (cerca de R$ 33 milhões)
- Estimativa citada internamente no passado: até R$ 40 milhões
- Valor final pode variar por cotação do dólar e juros negociados
A promessa mais recente da presidência é de que o desfecho aconteça “nos próximos dias”, após prazos anteriores não serem cumpridos.
Contas sendo pagas: o Corinthians acelera
Antes de atacar o problema com o clube mexicano, o Timão correu para limpar outras pendências que também travavam registros:
- R$ 41,2 milhões pagos ao meia Matías Rojas, em caso que gerou condenações na Fifa e no CAS
- R$ 7,2 milhões quitados na CNRD/CBF, referentes à terceira parcela de um acordo
- Empréstimo obtido: R$ 70 milhões
A estratégia é clara: fechar todas as frentes abertas para não deixar margem a novos bloqueios.
Mesmo com entradas importantes de dinheiro, o Corinthians não tem vida fácil no caixa. Um acordo de refinanciamento da Neo Química Arena, assinado em 2022, permite que a Caixa Econômica Federal retenha até 50% das premiações do clube.
Exemplo prático:
- R$ 77,175 milhões da Copa do Brasil 2025
- Até metade do valor pode ser retida automaticamente para abater a dívida do estádio
Esses recursos passam antes por contas administradas pela Caixa, o que limita a liquidez imediata do clube.
Por que a decisão está “em 90%”?
Internamente, o sentimento é de confiança alta. Com dívidas relevantes já quitadas e negociação em estágio avançado com o Santos Laguna, a avaliação é de que 90% do caminho está resolvido, falta alinhar números finais e efetivar o pagamento.
A diretoria sabe que errar agora não é opção. Sem a liberação, o planejamento esportivo fica comprometido e o clube entra em 2026 amarrado no mercado.
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