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Corinthians leva chapéu do Atlético com próprio jogador e frustra Dorival

O Corinthians viveu mais um capítulo doloroso no mercado da bola. Quando tudo indicava a permanência de Maycon, o volante decidiu mudar de rota, acertou com o Atlético-MG e deixou Dorival Júnior de mãos abanando.

A longa negociação chegou ao fim na noite desta segunda-feira (5). Após semanas de conversas, o volante optou por não renovar com o Timão e fechou com o Galo, conforme informou o canal Time do Povo.

Em sua segunda passagem pelo Corinthians, Maycon disputou 140 partidas, marcou 10 gols e distribuiu 7 assistências, sendo peça importante no elenco.

Internamente, a saída foi sentida. Dorival Júnior considerava Maycon fundamental para o projeto esportivo e chegou a entregar a braçadeira de capitão ao volante na campanha do título da Copa do Brasil. A expectativa da comissão técnica era contar com o jogador para a sequência da temporada, o que torna o desfecho ainda mais frustrante para o torcedor alvinegro.

Proposta do Atlético pesou e muito

De acordo com o setorista Lucas Tanaka, o fator decisivo foi financeiro e estrutural. O Atlético-MG apresentou uma proposta considerada mais vantajosa, com:

  • Salário superior
  • Plano de carreira mais atrativo
  • Estabilidade esportiva no projeto do clube

Maycon ficou satisfeito com os termos e deu sinal verde para a mudança.

Bastidores da negociação com o Shakhtar

Tanto Corinthians quanto Atlético-MG ofereceram contratos semelhantes ao Shakhtar Donetsk, clube detentor dos direitos econômicos do jogador. Ambos propuseram vínculo de três anos, mas o clube ucraniano demonstrou preferência pelo Galo.

Um detalhe importante pesou contra o Timão: o clube paulista tem uma dívida em torno de 1 milhão de euros com o Shakhtar, fator que teria dificultado o avanço nas tratativas. Mesmo assim, o Corinthians não teria custos imediatos, já que o Shakhtar manteria 50% dos direitos em uma futura venda.

Análise: chapéu que dói no torcedor

O Corinthians não perdeu apenas um jogador, perdeu planejamento, liderança e reposição imediata. O “chapéu” aplicado pelo Atlético-MG escancara as dificuldades financeiras e de bastidores do Timão, que mais uma vez vê um titular sair direto para um rival nacional.

Para o torcedor, fica o sentimento de frustração. Para Dorival, a missão agora é reorganizar o meio-campo em meio a um mercado cada vez mais agressivo. E para o Galo, é mais uma cartada forte na briga por títulos.

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