Corinthians é condenado mais uma vez e pode se dar muito mal
O Corinthians voltou a ser condenado na Justiça do Trabalho, e dessa vez o valor passa de R$ 1 milhão. O processo foi movido pelo atacante Everaldo, atualmente no Coritiba, que cobrou FGTS, 13º salário e férias referentes ao período em que defendeu o clube paulista.
A decisão, assinada pelo juiz Rodrigo Rocha Gomes de Loiola, do 2º Núcleo de Justiça 4.0 do TRT-2, é de 1ª instância e ainda cabe recurso. Mesmo assim, o resultado acende mais um alerta dentro do Parque São Jorge.
Entenda o que decidiu a Justiça
Na ação, protocolada em junho deste ano, Everaldo exigia o pagamento de 13º salário, férias, direitos de imagem e multas por irregularidades trabalhistas. O magistrado deu ganho de causa apenas nas questões trabalhistas (FGTS, 13º e férias), rejeitando os pedidos relacionados aos direitos de imagem, considerados de natureza cível.
Segundo os cálculos da defesa do jogador, liderada pelo advogado Filipe Rino, o valor a ser pago pelo Corinthians é de R$ 969.439,62. Com honorários advocatícios e custas judiciais, o montante final chega a R$ 1.038.296,83.
Posição do clube
Procurado pela imprensa, o Corinthians afirmou que não comenta processos em andamento, já que ainda existe possibilidade de recurso.
Enquanto isso, o nome do clube volta a circular nos tribunais, num momento em que o Timão tenta se reorganizar financeiramente e evitar novos bloqueios judiciais.
O passado de Everaldo no Corinthians
Everaldo chegou ao Corinthians em 2019, disputou 36 jogos, marcou 4 gols e deu 1 assistência. Entre 2021 e 2023, o atacante foi emprestado a Sport e América-MG, antes de se transferir ao Vitória e, posteriormente, ao Coritiba, onde atua atualmente.
Análise: o efeito dominó das dívidas trabalhistas
A condenação de Everaldo é mais uma na longa lista de processos que o Corinthians acumula nos últimos anos. O clube vive uma situação delicada, com pendências trabalhistas e cíveis que comprometem o caixa e dificultam investimentos em reforços.
Casos como este reforçam a urgência de uma reestruturação financeira e administrativa. O risco é real: se novas ações surgirem e o clube perder novamente, o impacto pode ser devastador, tanto nas contas quanto dentro de campo.
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