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Corinthians define plano para derrubar transfer ban da Fifa; saiba mais

O Corinthians enfrenta uma séria crise devido ao transfer ban imposto pela Fifa, consequência de dívidas não quitadas com clubes como Santos Laguna, Talleres e o meia Matías Rojas. O principal foco da diretoria é o pagamento dessas pendências para acabar com a punição que impede o clube de registrar novos jogadores desde agosto de 2025.

A maior dívida é com o Santos Laguna, do México, relacionada à contratação do zagueiro Félix Torres em janeiro de 2024, que gira em torno de R$ 40 milhões atualizados com impostos. O Corinthians ofereceu pagar 70% deste valor à vista e parcelar os 30% restantes, mas a proposta foi rejeitada pelos mexicanos, que exigem o pagamento integral. Essa recusa tornou inviável qualquer acordo antes do fechamento da última janela de transferências, limitando o Timão a apenas duas contratações no ano: Fabrízio Angileri e Vitinho.

Além disso, o clube tem outra dívida importante com o Talleres, clube argentino que cobra cerca de R$ 23,3 milhões pela contratação do meia Rodrigo Garro. Esta pendência gerou processo na Fifa e no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), com decisão condenatória já favorável ao clube argentino, que exige o pagamento à vista e rejeita negociações. A dívida com Matías Rojas, estimada em R$ 40,4 milhões, também está em litígio na Fifa, após o meia rescindir seu contrato alegando atraso no pagamento de direitos de imagem.

Outro caso que inclui dívida é a renovação do empréstimo do volante Maycon junto ao Shakhtar Donetsk, atualmente a dívida é de aproximadamente R$ 6,3 milhões. Por causa desses débitos, o Corinthians está proibido de registrar novos jogadores pelas próximas três janelas, o que dificulta reforços para esta temporada e gera preocupação para o futuro próximo.

Se a situação não for resolvida, o clube pode enfrentar sanções mais severas, incluindo perda de pontos no Campeonato Brasileiro, multas e até rebaixamento. A atual diretoria trabalha para planejar o pagamento, mas descarta acordos que não contemplem o pagamento integral. A falta de diálogo na gestão anterior agravou o problema, dificultando negociações amigáveis.

Enquanto isso, o Corinthians tenta se reorganizar dentro de campo com o elenco disponível e recupera jogadores para as próximas partidas, mas a sombra da punição financeira ainda limita o planejamento e investimento no futebol profissional do clube.

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