Corinthians decide tomar atitude para não perder mais uma joia da base
Após a polêmica saída do jovem atacante Kauê Furquim para o Bahia, o Corinthians agilizou negociações para renovar o contrato de Gui Amorim, meia de 17 anos que desponta como uma das principais promessas da base alvinegra. Assim como Kauê, Gui tem um vínculo assinado em setembro de 2024 com multa rescisória baixa no mercado nacional de R$ 14 milhões, o mesmo valor pago pelo Bahia pela transferência de Furquim. Para clubes estrangeiros, a multa de Gui é de 40 milhões de euros, cerca de R$ 253 milhões.
Na última segunda-feira, a diretoria de base do Corinthians se reuniu com os pais do atleta e representantes da agência Pro Manager, a mesma que cuida da carreira de Kauê Furquim. O encontro foi considerado positivo, com o clube apresentando uma proposta de renovação que inclui valorização salarial, aumento da multa rescisória e um plano de carreira atrativo. A resposta é aguardada, mas há otimismo para a permanência do jovem no Timão.
Meia quer seguir no Corinthians
Diferentemente de Kauê, Gui demonstrou vontade de seguir no Corinthians, mesmo diante do interesse de clubes brasileiros e internacionais, incluindo o Grupo City, que monitora seu talento de perto.
Em campo, Gui tem se destacado com 10 gols e 15 assistências em 30 partidas na temporada, sendo o jogador com mais participações em gols nas categorias de base do clube em 2025. Seu desempenho aumentou a pressão interna para concretizar a renovação rapidamente.
O episódio da saída de Kauê acendeu um sinal de alerta no clube, que agora adotou uma postura mais rigorosa, insistindo em negociar apenas com empresários e familiares presentes para evitar desgastes e surpresas indesejadas.
Além de Gui Amorim, outro nome na mira do clube é o atacante Léo Amistá, de 16 anos, que tem contrato até 2028, mas multa baixa de R$ 12 milhões. Assim como Gui e Kauê, Léo também é agenciado pela Pro Manager, reforçando a preocupação do Corinthians em evitar novas perdas prematuras.
A saída de Kauê Furquim ainda repercute nos bastidores, com o Corinthians acusando o Bahia de aliciamento “imoral” e prometendo levar o caso à CBF e à Fifa. O clube alega que o Tricolor agiu como intermediário para que o Grupo City pagasse apenas a multa nacional, menor, ao invés da quantia bilionária prevista para transferências ao exterior.
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