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Corinthians confirma demissão inesperada por decisão pessoal de Stabile

O Corinthians confirmou nesta semana a demissão de Lúcio Blanco, ex-gerente de arrecadação da Neo Química Arena, pegando de surpresa até quem acompanha de perto os bastidores do clube. A saída do dirigente, que já estava afastado desde junho, foi determinada pessoalmente pela direção e o presidente Osmar Stabile, e marca mais um capítulo tenso na reestruturação administrativa alvinegra.

Lúcio Blanco havia sido acusado de assédio moral contra uma funcionária durante a organização de eventos na Neo Química Arena. O episódio chegou a gerar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas, segundo o clube, uma sindicância interna não comprovou as denúncias. Mesmo assim, a decisão pela saída foi mantida.

“Após reestruturação administrativa, na data de 14 de outubro de 2025, o colaborador deixará de atuar na administração da Neo Química Arena. O Corinthians agradece os serviços prestados ao longo destes anos”, comunicou o clube em nota oficial.

A despedida após 22 anos de casa

Com 22 anos de serviços prestados ao Corinthians em duas passagens, Lúcio Blanco fez questão de se manifestar publicamente após o desligamento.

“Me dediquei integralmente a realizar meu trabalho de forma correta, justa e respeitosa, prezando sempre por entregar os melhores resultados ao clube”, afirmou o ex-dirigente.

Ele também destacou o crescimento da estrutura de jogos e eventos desde os tempos do Pacaembu até a Neo Química Arena, e deixou um tom de gratidão na saída.

“Minha gratidão ao Sport Club Corinthians Paulista por todos esses anos de aprendizado. Sigo em busca de novos desafios, torcendo de longe pelo sucesso do clube”, completou Blanco.

Bastidores e impacto da decisão

A demissão de Blanco, mesmo após o arquivamento das acusações internas, reacende o debate sobre a política interna e o poder de decisão de Osmar Stabile. O movimento é visto por conselheiros e funcionários como um gesto de autoridade do presidente, que tenta imprimir um novo ritmo à gestão administrativa e financeira da arena.

Internamente, há quem acredite que a decisão tenha sido mais política do que disciplinar, visando abrir espaço para uma nova equipe de confiança da atual diretoria.

Análise: sinal de reestruturação ou crise velada?

A saída de um dirigente histórico como Lúcio Blanco pode ser interpretada como um sinal claro de ruptura dentro do clube. Embora a justificativa oficial seja “reestruturação administrativa”, o timing, após meses de silêncio sobre o caso, levanta suspeitas sobre divergências internas e sobre como Stabile pretende conduzir o futuro da Neo Química Arena.

Para o torcedor, o episódio soa como mais um reflexo da instabilidade que ronda o Timão, que vem acumulando polêmicas e mudanças internas em meio à luta para se reerguer dentro e fora de campo.

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