Corinthians apresenta proposta que pode quitar dívida de R$ 670 milhões com a Caixa
O Corinthians apresentou à Caixa Econômica Federal propostas para quitar a dívida de R$ 670 milhões relacionada ao financiamento da Neo Química Arena, com a cessão dos naming rights do estádio por uma década como uma das principais opções em negociação. Essa alternativa permitiria ao banco estatal explorar o nome da arena sem desembolso inicial, beneficiando ambas as partes em meio à taxa Selic elevada em torno de 15%, que encarece o débito atual.
A diretoria alvinegra vê o acordo como viável após a redução da multa rescisória do contrato com a Hypera Pharma (Neo Química), que caiu para R$ 50 milhões a partir de setembro de 2025, possibilitando a troca de patrocinador do pacto de R$ 300 milhões assinado em 2020 por 20 anos.
Corinthians busca outros interessados em naming rights da Arena
Além da naming rights, o clube ofereceu estender o financiamento para 88 anos ou congelar o valor da dívida durante as tratativas, evitando acúmulos de juros enquanto busca consenso. Como empresa estatal, a Caixa enfrenta etapas burocráticas adicionais de análise, diferentemente de negociações com privados, e ainda não sinalizou aprovação para nenhuma das três propostas. Paralelamente, o Corinthians prospecta outras empresas interessadas em naming rights a partir de 2026, com efeitos imediatos após assinatura de novo contrato.
A renegociação ganha urgência pelo acordo de 2022, que ampliou a carência dos juros até 2023 e do principal até 2025, sob gestão anterior de Duilio Monteiro Alves. Discussões também envolvem fundos de investimento imobiliário para quitação com ganhos extras ao clube, conforme propostas anteriores. As negociações devem se encerrar em 2026, aliviando a crise financeira crônica do Timão oriunda da construção da arena para a Copa de 2014.
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