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Corinthians anuncia demissão após crime cometido no clube

O Corinthians vive mais um capítulo turbulento nos bastidores. Em meio a uma auditoria interna que revelou graves irregularidades na gestão de materiais esportivos, o clube anunciou a demissão de Rafael Salomão, gerente administrativo há quase uma década no Parque São Jorge.

A decisão aumenta a pressão sobre a atual diretoria e acende o alerta entre os torcedores sobre a condução administrativa do Timão.

Auditoria expõe falhas graves no estoque

A investigação interna apontou falhas significativas no controle de estoque, além de indícios de desvios de materiais esportivos. O relatório elaborado pelo departamento de Tecnologia revelou um cenário preocupante:

  • Retirada de materiais quase 300% acima da cota anual contratada com a Nike
  • Problemas no fornecimento de uniformes para categorias de base
  • Falhas no controle entre o CT Joaquim Grava e o almoxarifado da sede social

O caso ganhou contornos ainda mais constrangedores quando o clube precisou solicitar camisetas emergenciais para uma partida contra o Fluminense, após constatar escassez de uniformes no centro de treinamento. A solução foi negociar com o adversário o uso de modelos alternativos, uma situação que pegou muito mal nos bastidores.

Depoimento e bastidores da decisão

Rafael Salomão havia prestado depoimento à Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo, que apura as inconformidades detectadas. Durante sua oitiva, ele afirmou ter alertado a diretoria sobre os riscos de manter dois almoxarifados separados: “Havia risco na manutenção de dois estoques distintos. Sugeri a unificação do sistema”, teria argumentado.

Segundo ele, a diretoria optou por manter a estrutura fragmentada, justificando que isso facilitaria a logística com reforço na fiscalização. Em nota oficial, o Corinthians declarou que a saída faz parte de um processo de reestruturação interna e não estaria ligada ao depoimento prestado. Salomão optou por não se manifestar publicamente.

Outro nome no centro da polêmica

O relatório também cita Armando Mendonça, vice-presidente responsável pela área administrativa de materiais, como figura central nas irregularidades, incluindo retiradas diretas de itens sem registro formal. Ele nega as acusações e afirma que os problemas seriam herança de gestões anteriores, além de questionar inconsistências técnicas no relatório da auditoria.

A situação promete novos desdobramentos dentro do Conselho Deliberativo.

Números que preocupam a Fiel

Os dados revelados pela auditoria são alarmantes:

  • Consumo de materiais 300% acima do previsto em contrato
  • Dificuldades no abastecimento de uniformes
  • Falta de controle formal em retiradas de estoque
  • Estrutura fragmentada entre sede e CT

Para um clube do tamanho do Corinthians, que movimenta milhões e possui contrato robusto com a Nike, falhas desse porte não passam despercebidas, muito menos pela torcida.

Análise: crise administrativa amplia pressão

O episódio reforça a percepção de instabilidade administrativa no Parque São Jorge. Em um momento em que o time precisa de foco total dentro de campo, as manchetes fora das quatro linhas ganham protagonismo.

A demissão de um funcionário com quase 10 anos de casa não encerra o problema, pelo contrário, levanta questionamentos:

  • Quem autorizava as retiradas acima da cota?
  • Houve falha sistêmica ou responsabilidade individual?
  • A diretoria conseguirá dar transparência total ao caso?

Para a Fiel Torcida, que já cobra resultados esportivos, a exigência agora é dupla: desempenho em campo e gestão responsável fora dele.

O Corinthians vive um momento decisivo. A continuidade das investigações e a implementação de controles mais rígidos serão fundamentais para restaurar a confiança interna e principalmente da torcida. Porque no Timão, como diz o torcedor, não basta jogar com raça: é preciso administrar com seriedade.

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