Conflito no Corinthians pode acabar parando na Justiça
Os bastidores do Parque São Jorge estão bastante movimentados devido às discussões sobre a SAFiel e a reforma do estatuto do Corinthians. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, insiste para que o Conselho vote o projeto da reforma estatutária até o fim de novembro, com a reunião marcada para o dia 24.
Contudo, há resistência interna de conselheiros, especialmente de Paulo Pedro e outros membros do Conselho de Orientação, que reclamam da falta de tempo para uma análise mais aprofundada e ameaçam judicializar o processo caso não haja uma discussão mais ampla do texto apresentado em 27 de outubro.
O projeto prevê mudanças significativas, como o direito de voto ao Fiel Torcedor, a possibilidade de transformação do clube em uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol), além de ajustes em questões financeiras, eleição de conselheiros e outros aspectos administrativos. A expectativa de Romeu Tuma é que o processo seja concluído ainda em 2025 para valer já nas eleições de 2026.
Proposta de SAF no Corinthians enfrenta obstáculos
No entanto, a SAFiel, que propõe transformar o Corinthians em SAF, ainda enfrenta obstáculos. O departamento de compliance do clube identificou três ‘red flags’ no projeto entregue por Maurício Chamati e seu grupo, incluindo a recente criação da empresa Invasão Fiel S.A com baixo capital social, questionamentos sobre a idoneidade de Chamati relacionados a processos judiciais, e a relação com a antiga gestão do clube. Por isso, a diretoria do Corinthians, liderada por Osmar Stabile, está indecisa e aguarda respostas para esses questionamentos antes de avançar.
Stabile afirmou que o clube não assinará nenhum contrato com a SAFiel ou outra empresa enquanto o compliance não aprovar o projeto, reforçando que a diretoria não deseja deixar passivos ou problemas futuros para a gestão seguinte. Em paralelo, os conselheiros desejam mais reuniões de debate, mas Tuma aposta em discussões extraoficiais e quer que o dia 24 seja reservado apenas para votação.
Assim, o momento é de muita tensão e expectativa no Parque São Jorge, com possíveis desdobramentos judiciais e o futuro da SAFiel sendo ponto decisivo para o rumo da reforma estatutária e do modelo de gestão do Corinthians nos próximos anos.
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