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Chefão do DM do Corinthians pede demissão e revela o motivo

O Dr. André Jorge não faz mais parte da comissão do Corinthians. O médico pediu demissão nesta sexta-feira (17), menos de cinco meses após assumir o cargo de chefe do Departamento Médico (DM) do clube. A principal razão? Falta de alinhamento com a diretoria alvinegra no dia a dia do CT Joaquim Grava.


Curta passagem e bastidores turbulentos

Contratado em janeiro de 2024, André Jorge atuava como um dos médicos do elenco e foi promovido ao cargo de chefe do DM em 31 de maio, após a saída da Dra. Ana Carolina Côrte, que assumiu o Athletic Club-MG. A permanência como líder do setor, porém, foi relâmpago: menos de cinco meses no comando.

Nos bastidores, o clima já era de tensão. Segundo apurou o site Meu Timão, houve divergências constantes entre o departamento médico e a diretoria, situação que desgastou o ambiente e culminou no pedido de demissão.


Lesões, críticas e pressão interna

O DM do Corinthians tem sido um dos focos de críticas da torcida e da imprensa. Em 2025, o clube viu uma série de lesões atingirem o elenco, com destaque para os casos de:

  • André Carrillo e André Ramalho, que estão na fase final de transição física e podem voltar neste sábado contra o Atlético-MG;
  • Vitinho, ainda em recuperação após uma artroscopia no joelho direito.

Além disso, fontes internas revelam que o excesso de jogadores no estaleiro gerou atritos entre os departamentos médico e técnico, algo que já vinha sendo observado desde a reta final do Brasileirão 2024.


Situação atual do DM

Com a saída de André Jorge, o departamento médico do Timão passa a contar apenas com os doutores:

  • Eures Soncini Facci
  • João Marcelo Silveira de Amorim
  • Ricardo Galotti (contratado em setembro)

A diretoria ainda não anunciou substituto para o cargo de chefia.


Análise: efeito dominó e clima de instabilidade

O que parecia apenas mais uma troca interna revela, na verdade, um problema estrutural no Corinthians. A constante troca de comando no DM, dois chefes em menos de seis meses, escancara a instabilidade nos bastidores do clube, justamente num setor essencial para a recuperação e manutenção física dos jogadores.

A falta de sinergia entre a comissão médica e a diretoria pode impactar diretamente o desempenho do time em campo. Em uma temporada onde o Corinthians luta para se manter entre os líderes da Série A, ter um DM instável é um risco que o clube não pode correr.


Torcida cobra e diretoria precisa agir

Se fora de campo o clima já anda pesado, dentro das quatro linhas a cobrança só aumenta. A Fiel Torcida não perdoa e já pressiona por mudanças estruturais, inclusive nas áreas de saúde e desempenho. A saída de André Jorge joga ainda mais lenha na fogueira e escancara o que muitos já temem: o Corinthians precisa se reorganizar internamente para voltar a brigar no topo.

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