Timão Fanáticos

Bidon deixa o Corinthians? Futuro está no ar: “Tenho que desfrutar”

O futuro de Breno Bidon no Corinthians virou assunto quente nos bastidores. Em alta após uma temporada marcante e decisiva em título, o volante despistou sobre propostas e deixou o torcedor com aquela pulga atrás da orelha.

Em entrevista concedida durante o Jogo das Estrelas do Zico, no Maracanã, Bidon foi direto, mas sem fechar portas. Questionado sobre o interesse de outros clubes, o camisa 27 preferiu baixar a bola e reforçar o vínculo atual com o Timão:

“Eu não estou acompanhando nenhuma proposta. Eu tenho contrato com o Corinthians e agora tenho que descansar, desfrutar minhas férias. Ano que vem tem Libertadores, que vai ser muito importante para a gente.”

A declaração não confirma saída, mas também não encerra o debate. No futebol, quando o jogador fala em “desfrutar”, o mercado costuma escutar com atenção.

Título e um lance digno de “cinema”

O palco da entrevista não poderia ser mais simbólico. Foi no Maracanã que Bidon viveu um dos momentos mais especiais da carreira, na final da Copa do Brasil contra o Vasco.

Aos 16 minutos do primeiro tempo, o volante recebeu passe de José Martínez, aplicou um drible de cinema em Cauan Barros e serviu Matheuzinho. A jogada terminou com Memphis Depay empurrando para as redes, no lance que abriu caminho para o título corintiano.

Não à toa, Bidon foi apontado por muitos torcedores como um dos melhores em campo naquela decisão.

Números que explicam a valorização

A boa fase não é pontual. Os números mostram por que Breno Bidon entrou no radar nacional:

  • 100 jogos pelo Corinthians
  • 76 como titular
  • 2 gols e 3 assistências
  • 61% de acerto em passes longos
  • 1,5 desarmes por jogo
  • 3,5 bolas recuperadas por partida
  • 1,6 faltas sofridas em média

Na temporada 2025, foram 56 partidas, sendo 45 como titular, com 1 gol, 1 assistência e aumento no número de faltas sofridas (1,9 por jogo), sinal claro de protagonismo.

Análise: Bidon é peça-chave ou moeda valiosa?

Aqui está o ponto central do drama. Bidon virou jogador de Libertadores. Regular, intenso, com boa leitura de jogo e cada vez mais confiante com a bola no pé. Para o Corinthians, perdê-lo agora pode significar desmontar uma engrenagem que começa a funcionar.

Por outro lado, o mercado olha com carinho para atletas jovens, decisivos e com rodagem em jogos grandes. Se propostas chegarem, a diretoria vai precisar pesar: segurar um pilar para a Libertadores ou fazer caixa?

Comentários estão fechados.