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Atacante cobra o Corinthians e quer ‘PIX’ de R$ 1 milhões; entenda o caso

A Justiça do Trabalho determinou que o Corinthians pague quase R$ 1 milhão ao atacante Everaldo, hoje no Coritiba, por valores não quitados de FGTS, 13º salário e férias. A sentença, proferida em primeira instância, ainda cabe recurso, mas já acende o alerta no Parque São Jorge, que acumula uma fila de cobranças trabalhistas.

A cobrança e a decisão

O processo foi movido por Everaldo em junho deste ano, cobrando direitos pendentes da passagem pelo Timão entre 2019 e 2020. Na ação, o jogador também pedia pagamento de direitos de imagem, multas e honorários advocatícios.

O juiz Rodrigo Rocha Gomes de Loiola, do 2º Núcleo de Justiça 4.0 do TRT da 2ª Região, acatou parcialmente o pedido: reconheceu a dívida de FGTS referente ao período de fevereiro de 2020 a fevereiro de 2023, além de 13º e férias atrasadas.

Por outro lado, o magistrado negou o pagamento de multas e afirmou que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar a parte referente aos direitos de imagem, por se tratar de contrato de natureza cível.

O valor da bronca

De acordo com os cálculos da defesa do atleta, liderada pelo advogado Filipe Rino, o valor principal devido é de R$ 969.439,62. Com honorários e custas judiciais, a condenação total chega a R$ 1.038.296,83.

Em outras palavras, Everaldo quer o PIX de mais de R$ 1 milhão do Corinthians e, caso o clube não recorra ou perca definitivamente, o valor deve ser pago nos próximos meses.

Relembre a passagem de Everaldo

O atacante vestiu a camisa do Corinthians entre 2019 e 2020, período em que disputou 36 partidas, marcou quatro gols e deu uma assistência. Depois, foi emprestado a Sport e América-MG, antes de seguir para o Vitória e, atualmente, o Coritiba.

Análise: mais um processo na conta do Timão

A condenação de Everaldo reforça um padrão preocupante para o Corinthians. O clube tem sido alvo constante de ações trabalhistas de ex-jogadores e funcionários, o que pressiona ainda mais as finanças alvinegras, já afetadas por dívidas e atrasos salariais.

Cada nova condenação representa mais um golpe no caixa e um lembrete da necessidade de gestão responsável, algo que o torcedor vem cobrando há tempos.

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