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Acordo de TV entre Flamengo e Corinthians fica travado; entenda o motivo!

O tão falado acordo de TV entre Flamengo e Corinthians, que prometia agitar o mercado de transmissões do Campeonato Brasileiro a partir de 2030, travou. O motivo? Desconforto do presidente corintiano, Osmar Stabile, com os termos propostos, especialmente no que diz respeito à divisão das receitas do novo modelo.

Segundo apuração da Agência RTI Esporte, as negociações esfriaram depois que Stabile considerou que o modelo defendido beneficiava excessivamente o Flamengo, deixando os demais clubes em segundo plano.

A proposta previa a criação de um bloco de clubes fortes para negociar em conjunto com emissoras e plataformas de streaming. A ideia era dar mais autonomia aos clubes e aumentar o poder de barganha frente ao mercado. O plano chegou a ter um documento pré-redigido, pronto para assinatura.


Flamengo segue pressionando

Do lado rubro-negro, o clima é de insistência. O presidente Luiz Eduardo Baptista, mais conhecido como Bap, vinha liderando as conversas e pressionando para que o acordo fosse fechado ainda este ano.

“O Flamengo acredita que a venda conjunta pode gerar mais receita e reduzir a dependência de acordos individuais”, apontam fontes ligadas ao clube carioca.

Mesmo com a paralisação das tratativas, o Flamengo segue tentando viabilizar o projeto com outros grandes clubes.


Direitos de transmissão pós-2030: o que está em jogo?

Com os contratos atuais de TV se encerrando nos próximos anos, os clubes começam a se movimentar. A discussão sobre direitos de transmissão pós-2030 promete ser um dos temas mais quentes do futebol brasileiro no curto prazo.

O modelo que vem sendo debatido prioriza autonomia, divisão proporcional à audiência e negociação coletiva. Mas nem todo mundo concorda com a forma como isso vem sendo conduzido.

O Corinthians, por exemplo, prefere cautela, principalmente na parte financeira. A diretoria quer revisar as bases econômicas do projeto antes de voltar à mesa.


Análise: queda de braço entre gigantes pode atrasar evolução do mercado

O impasse entre Flamengo e Corinthians escancara um problema antigo no futebol brasileiro: a dificuldade de unir os grandes em torno de um projeto comum. A tentativa de formar um “bloco forte” para negociar os direitos de transmissão é, sem dúvida, uma ideia promissora, mas precisa ser justa.

Do ponto de vista do mercado, a movimentação do Flamengo faz sentido. O clube tem uma das maiores torcidas do país, altíssima audiência e forte presença digital. Mas, se os demais parceiros sentem que o modelo está desequilibrado, dificilmente o projeto vai vingar.

Sem o Corinthians, o acordo perde muito peso comercial e representatividade. E sem união entre os grandes, quem perde é o torcedor, que segue refém de contratos pouco transparentes e com transmissões fragmentadas.


E agora? O que vem pela frente?

Por ora, não há previsão de retomada das conversas entre os dois clubes. O Corinthians vai repensar sua estratégia, enquanto o Flamengo deve seguir buscando aliados para levar o plano adiante.

Fato é: o mercado de direitos de TV no Brasil está em ebulição, e as decisões tomadas agora terão impacto direto nas próximas gerações de torcedores.

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