Abandono de Romeu Tuma Júnior surpreende geral no Corinthians
O Corinthians atravessa uma intensa crise política em torno da reforma de seu estatuto, cujo presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, está sob enorme pressão dos conselheiros. O ápice da tensão ocorreu no último dia 29 de outubro, durante uma reunião do Cori (Conselho de Orientação), quando os ânimos se exaltaram após críticas ao projeto e Tuma acabou abandonando a sessão.
O conflito central gira em torno do conteúdo do anteprojeto e da forma da votação. Muitos conselheiros reclamam do ritmo acelerado do processo e pedem mais tempo para análise detalhada. Entre os pontos mais controversos, estão a insistência de Tuma em manter a votação aberta (não secreta), o que pode constranger membros em votações sensíveis. Além disso, geram polêmica os artigos que garantem direito a voto aos sócios-torcedores e, principalmente, a proibição para que parentes de conselheiros trabalhem no clube — uma prática comum atualmente no Parque São Jorge.
Romeu Tuma Júnior tem sido pressionado no Corinthians
Desde o dia 27 de outubro, data em que o texto foi tornado público, a pressão sobre Tuma não cessou. Como contrapartida, ele já adiou a votação do Conselho Deliberativo para 24 de novembro, a fim de garantir mais tempo para o debate. Também marcou uma reunião informal com os grupos políticos do clube para o dia 13 de novembro, buscando pacificar o ambiente.
Apesar disso, Tuma mantém firme a posição de que os artigos mais polêmicos, sobretudo o veto ao nepotismo e o voto do sócio-torcedor, não serão eliminados no Conselho. Caso sejam aprovados, os temas serão levados à Assembleia Geral dos associados em 20 de dezembro, para a decisão final.
Na prática, essa estratégia transfere a palavra decisiva para os sócios do Corinthians, rompendo com a resistência de parte dos conselheiros e marcando um momento crucial para o rumo político e administrativo do clube.
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