A resposta do Shakhtar a oferta de R$ 12,4 milhões do Corinthians por Maycon
O Shakhtar Donetsk ainda não deu o “sim” ao Corinthians pela compra de Maycon, apesar da informação que circula é que o Timão teria fechado o negócio por 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,4 milhões). O volante, capitão do time de Dorival Júnior, tem contrato de empréstimo até 31 de dezembro de 2025, e o clube ucraniano segue com cautela nas tratativas.
“Ainda não temos nada acertado. Vai haver uma reunião nesta semana para tentarmos avançar”, revelou uma pessoa próxima ao staff de Maycon, confirmando que as negociações seguem em aberto.
Corinthians precisa alinhar valores com Shakhtar
O presidente Osmar Stabile já manifestou publicamente a vontade de manter Maycon para 2026, mas reconheceu que o assunto ainda está longe de ser resolvido.
“Ainda não tem valor, nem conversa com o Shakhtar. Precisamos entender como o Corinthians pretende fazer, para, em seguida, conversar com os ucranianos”, afirmou.
A diretoria corintiana, que busca reforçar o elenco de Dorival para a próxima temporada, sabe que o negócio é sensível. O Shakhtar é um dos seis clubes que processam o Corinthians na Fifa, cobrando 1 milhão de euros por dois empréstimos anteriores que não foram pagos, o que pode resultar em transferban assim que o caso for julgado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Relação desgastada e pressão nos bastidores
Nos bastidores, a relação entre Corinthians e Shakhtar está longe de ser das melhores. A pendência financeira pesa e pode interferir nas negociações atuais. O clube ucraniano, conhecido por ser duro nas tratativas, quer garantias de pagamento antes de liberar qualquer atleta em definitivo.
Enquanto isso, o Timão busca alternativas para viabilizar a compra, seja via investidores, seja com a inclusão de metas de performance no acordo.
A retomada de Maycon no Timão
Revelado no Terrão, Maycon retornou ao Corinthians por empréstimo em 2022, mas só reencontrou seu melhor futebol em 2024, após a Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Livre das lesões e com confiança recuperada, o volante virou peça fundamental no esquema de Dorival Júnior, ganhando a braçadeira de capitão e o carinho da Fiel.
Análise: entre o amor da torcida e a desconfiança do Shakhtar
A permanência de Maycon é um desejo coletivo da torcida e da comissão técnica, mas depende de uma equação financeira complicada.
O Shakhtar, ciente da valorização do jogador, não deve facilitar. Já o Corinthians precisa resolver seus problemas jurídicos e de caixa para não ver um de seus líderes sair novamente da Neo Química Arena.
Se o acordo sair, o Timão garante um nome identificado com o clube e em fase técnica ascendente. Se não sair, será mais um capítulo na novela entre Corinthians e Shakhtar, marcada por dívidas, transferbans e impasses.
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