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Debate no BiS SiGMA South America destacou tecnologia, regulamentação e expansão sustentável do mercado brasileiro de apostas

O primeiro dia de atividades do BiS SiGMA South America, realizado em 7 de abril, reuniu lideranças da indústria para discutir os desafios do mercado regulado de apostas no Brasil. O bate-papo informal “A Vantagem Competitiva do Brasil: Esporte, Crescimento e a Responsabilidade que Acompanha a Expansão” integrou a programação da feira de iGaming em São Paulo.

O painel contou com a participação de Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias, e Carla Dualib, gerente regional de desenvolvimento de negócios para a América Latina da SOFTSWISS.

Durante o debate, os executivos abordaram temas ligados à regulamentação, segurança tecnológica, integridade esportiva, combate ao mercado ilegal e crescimento do setor de apostas no país.

Regulamentação fortalece mercado de apostas no Brasil

Ao comentar o primeiro ano do mercado regulado, Plínio Lemos Jorge afirmou que o Brasil saiu rapidamente de um cenário considerado “cinza” para um ambiente altamente regulamentado.

Segundo ele, o país já ocupa posição de destaque no cenário internacional de apostas.

“Chegamos à posição de quinto maior mercado do mundo. Nós somos referência em regulação e em mercado amplo no mundo inteiro”, Jorge declarou.

O presidente da ANJL também destacou a expectativa de crescimento da arrecadação do setor em 2026.

“Pelas nossas expectativas, a gente vai bater mais de 18 bilhões de arrecadação”, o presidente afirmou.

Além disso, Plínio ressaltou que operadores precisam oferecer segurança, transparência e responsabilidade para permanecer no mercado.

“O operador que não tiver na sua estrutura de plataforma uma segurança para dar essa experiência ao apostador realmente não tem condições de se manter no mercado”, Jorge disse.

Carla Dualib destacou que o avanço da regulamentação aumentou a responsabilidade das empresas de tecnologia.

Segundo ela, o foco da indústria deixou de estar apenas na arrecadação.

“A lupa não está só voltada à arrecadação, mas muito voltada à tecnologia”, Dualib comentou.

A executiva explicou que a SOFTSWISS utiliza inteligência artificial, automação e monitoramento em tempo real para identificar mudanças de comportamento, possíveis fraudes e riscos operacionais.

“A tecnologia é a base de tudo isso. Ela auxilia o órgão regulador a tratar com mais seriedade todo esse contexto”, a gerente regional afirmou.

Integridade esportiva e combate ao mercado ilegal entram em pauta

Outro tema debatido durante o evento de betting na América Latina foi a importância da colaboração entre operadores, associações e empresas de tecnologia.

Jorge afirmou que o setor passou a atuar de forma mais alinhada após a regulamentação.

“A gente tem que combater o ilegal, tirar o oxigênio dele através dos meios de pagamento”, o presidente declarou.

O executivo também revelou que a ANJL lançará uma plataforma educacional voltada para atletas das categorias de base.

A iniciativa será realizada em parceria com a Sportradar e o Ministério do Esporte.

“Nós começaremos agora com uma plataforma educacional para os atletas de base”, Jorge explicou.

Segundo Plínio, o projeto busca conscientizar jovens atletas sobre manipulação de resultados e crimes relacionados às apostas .

“Apostar, fraudar uma aposta, não é simplesmente uma brincadeira. Aquilo é crime”, o presidente afirmou.

Além disso, o presidente da ANJL comentou que a associação iniciou ações de aproximação com integrantes do Judiciário, Ministério Público e forças policiais.

O objetivo, segundo ele, é ampliar o entendimento institucional sobre o funcionamento do mercado regulado.

Tecnologia ganha protagonismo entre operadores

Durante o painel, Dualib afirmou que o Brasil se tornou um dos principais mercados estratégicos para a SOFTSWISS.

Ela destacou que a empresa foi uma das primeiras do segmento a adaptar suas operações às exigências regulatórias brasileiras.

“A gente entende a importância de estar dentro da regulamentação e trabalhar dentro de todos os parâmetros exigidos por lei”, a executiva declarou.

A executiva também ressaltou a necessidade de união entre os participantes da indústria.

“Se as vozes convergirem e acabarem falando a mesma coisa, a gente vai acabar sendo ouvido de uma forma muito mais eficiente”, Dualib disse.

Carla ainda comentou o impacto econômico das apostas no esporte brasileiro.

Segundo ela, operadores já exercem papel importante no financiamento do futebol nacional e de outras modalidades.

“Os grandes operadores hoje são responsáveis pela grande operação do futebol brasileiro”, a gerente regional afirmou.

No encerramento do debate, representantes da ANJL e da SOFTSWISS reforçaram a importância da colaboração entre empresas, reguladores e entidades do setor.O painel integrou a programação do primeiro dia do BiS SiGMA South America, considerado um dos principais evento de apostas  e feira de iGaming em São Paulo.

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