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Corinthians toma atitude sobre caso de racismo contra Hugo Souza

O que era para ser apenas a noite de um herói virou mais um episódio lamentável no futebol brasileiro. Após brilhar na classificação do Corinthians, Hugo Souza foi alvo de ofensas racistas no Canindé, e o clube já tomou uma posição firme sobre o caso.

Herói em campo, vítima fora dele

O goleiro Hugo Souza foi decisivo na classificação do Corinthians às semifinais do Campeonato Paulista. O arqueiro defendeu dois pênaltis na disputa decisiva e ainda pegou outra cobrança no tempo regulamentar, atuação digna de ídolo.

Mas, ao deixar o gramado do Estádio do Canindé, o goleiro foi alvo de ataques vindos da arquibancada. Dois torcedores da Portuguesa proferiram ofensas como “favelado”, “sem dente”, “passa fome”, “piolhento” e “vai cortar esse cabelo”, segundo vídeo divulgado pela Jovem Pan.

O mais revoltante? Havia quatro policiais militares próximos, sendo dois ao lado dos torcedores no momento das ofensas.

A resposta firme do Corinthians

O clube do Parque São Jorge não deixou barato. Em nota oficial, o Corinthians repudiou veementemente o ocorrido e classificou as manifestações como inaceitáveis: “Manifestações que evocam termos e expressões historicamente associados ao racismo estrutural, prática inadmissível em qualquer contexto e absolutamente incompatível com os valores do esporte e da sociedade.”

Além disso, o clube informou que cobrou formalmente a Federação Paulista de Futebol a apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e aplicação das sanções cabíveis. Em outro trecho contundente, o clube reforçou sua posição: “Como agremiação popular, diversa e comprometida com a justiça social, reafirmamos que não aceitaremos que o racismo passe impune em nenhuma circunstância.”

Portuguesa também se manifesta

A Portuguesa divulgou nota afirmando que está trabalhando para identificar os responsáveis e aplicar punições. O clube ainda declarou solidariedade ao atleta e ao Corinthians: “Não toleramos tais atos e reforçamos que ‘torcedores’ como esses não são bem-vindos no Canindé e em nenhum outro espaço da sociedade.”

E a Segurança Pública?

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que não encontrou registro da ocorrência. Porém, não comentou a postura dos policiais que presenciaram os ataques. Esse ponto pode gerar novos desdobramentos nos bastidores.

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