Valor recebido na Supercopa vira solução para pendência do Corinthians
O título veio, a taça subiu… mas o dinheiro já tem destino certo. A conquista da Supercopa do Brasil virou alívio imediato para um Corinthians pressionado fora de campo.
Premiação que não fica inteira no Parque São Jorge
Ao bater o Flamengo por 2 a 0, no último domingo, no Mané Garrincha, o Timão garantiu uma premiação de R$ 11,61 milhões. Porém, por conta de um acordo de refinanciamento com a Caixa Econômica Federal, metade do valor será repassada ao banco. Na prática, o clube ficará com cerca de R$ 5,8 milhões para usar no curto prazo.
Garro e Memphis no centro da discussão
A diretoria alvinegra já definiu o caminho: priorizar dívidas urgentes. Entre elas, duas chamam mais atenção nos bastidores:
- R$ 23,3 milhões devidos ao Talleres, referentes à contratação do meia Rodrigo Garro
- Débitos que ultrapassam R$ 34 milhões ligados ao atacante Memphis Depay
Dentro das quatro linhas, o Corinthians deu resposta. Sob o comando de Dorival Júnior, o time mostrou organização tática, boa leitura de jogo e eficiência nas transições. Os gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto selaram a vitória e garantiram o segundo título da Supercopa na história do clube, o primeiro havia sido em 1991, curiosamente também contra o Flamengo.
Análise: taça importante, alerta ainda maior
O título chega em um momento simbólico. O Corinthians vive uma crise financeira real, com fluxo de caixa apertado e necessidade constante de renegociar compromissos. A Supercopa não é solução definitiva, mas funciona como um respiro estratégico. Ganhar jogando bem ajuda a blindar o elenco, fortalece o trabalho de Dorival e dá margem política para a diretoria agir. Sem resultados em campo, a conta pesa ainda mais.
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