Corinthians apresenta déficit e vê dívida chegar a quase R$ 3 bilhões
O Corinthians vive um dos momentos financeiros mais delicados de sua história. Mesmo com receitas elevadas e vendas de jogadores, o rombo no caixa só aumenta e a dívida já encosta nos R$ 3 bilhões, acendendo o alerta máximo no Parque São Jorge.
Déficit expõe crise financeira no Timão
O balancete parcial do Corinthians, com números até novembro de 2025, aponta um déficit de R$ 247,8 milhões. Os dados, divulgados inicialmente pelo ge, mostram que o clube arrecadou R$ 665,3 milhões em receitas líquidas, mas gastou R$ 715,2 milhões em despesas líquidas no período.
Mesmo com R$ 89,1 milhões obtidos em vendas de jogadores, o alívio não veio. No papel, o resultado operacional até seria positivo em R$ 39,2 milhões, mas a realidade muda completamente quando entram na conta amortizações, depreciações e despesas financeiras, empurrando o balanço para um prejuízo pesado.
Dívida bruta chega a R$ 2,8 bilhões
Segundo os cálculos, a dívida total do Corinthians já alcança R$ 2,799 bilhões, somando:
- R$ 2,138 bilhões de dívidas gerais do clube
- R$ 661 milhões referentes ao financiamento da Neo Química Arena
A própria Diretoria Financeira do Timão trabalha com um número ainda maior: R$ 2,812 bilhões, valor que reforça a gravidade do cenário. É a primeira vez na história que o clube atinge esse patamar.
Projeção assustadora para 2026
E a situação pode piorar. O orçamento de 2026 prevê um déficit de R$ 272 milhões referente ao exercício de 2025, o pior resultado financeiro da história do Corinthians, caso se confirme. Vale lembrar que, inicialmente, a previsão era de um prejuízo de R$ 83,3 milhões, mas revisões sucessivas do orçamento escancararam uma realidade bem mais dura para o torcedor.
Mercado da bola travado e bastidores tensos
A crise financeira já impacta diretamente o mercado da bola. Mesmo após se livrar do transfer ban, o Corinthians ainda convive com dívidas que podem gerar novas punições na FIFA, o que obriga a diretoria a priorizar negociações para quitar pendências.
Na prática, isso significa:
- Dificuldade para contratar jogadores de peso
- Aposta em empréstimos ou atletas sem contrato
- Apenas uma contratação com investimento direto até agora: Kaio César, comprado por 6 milhões de euros (cerca de R$ 37,6 milhões)
Análise: o Timão joga contra o relógio
O Corinthians vive um paradoxo financeiro: arrecada muito, mas gasta ainda mais. A estrutura pesada, os juros da dívida e os custos da arena transformaram o clube em uma máquina de consumir recursos. Para o torcedor, fica a sensação de que o time joga sempre pressionado, dentro e fora de campo.
Sem uma mudança drástica de gestão, renegociação agressiva das dívidas e controle rígido de gastos, o risco é claro: menos competitividade, mais sufoco e um futuro cada vez mais incerto. O alerta está ligado e bem alto. 🔥⚫⚪
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