Corinthians vai iniciar temporada 2026 repleto de desfalques
O Corinthians inicia a temporada de 2026 com desafios significativos, combinando punições disciplinares que afetam tanto a presença da torcida quanto a escalação do time na estreia do Campeonato Paulista. Marcado para o dia 11 de janeiro, domingo, às 16h, o jogo contra a Ponte Preta na Neo Química Arena será disputado com portões fechados, sem a torcida alvinegra presente, cumprindo uma das penas impostas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A origem das sanções remonta à final do Paulistão de 2025, conquistada pelo Timão sobre o Palmeiras, quando o clube foi denunciado três vezes pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) por desordem e lançamento de objetos no campo, enquadrados nos artigos 213, inciso I, parágrafo 1º, e inciso III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Inicialmente, as punições previam perda de até dois mandos de campo, mas o STJD, em outubro, ajustou as penas: para o uso de sinalizadores, reduziu de R$ 100 mil e um mando perdido para R$ 85 mil e interdição do Setor Norte em um jogo. Para o rojão, alterou para R$ 85 mil e fechamento total dos portões em outra partida. Assim, a estreia contra a Ponte Preta absorve o jogo sem público, enquanto o duelo contra o São Paulo, no dia 18, terá apenas o setor das organizadas interditado.
Corinthians também terá desfalques em campo
Dentro de campo, o técnico Dorival Júnior enfrenta ausências de peso com as suspensões de dois titulares: o volante José Martínez, punido com quatro jogos pelo artigo 254-A do CBJD após tapa no goleiro Marcelo Lomba do Palmeiras durante confusão, e o meia Rodrigo Garro, suspenso por dois jogos pelo artigo 250 devido à atitude explosiva na briga.
Essas penalidades valem exclusivamente para o Estadual, somando-se ao histórico recente do clube, que jogou apenas uma vez sem torcida por punição desde a pandemia, a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco em 2023, após cânticos homofóbicos em clássico contra o São Paulo. O Corinthians havia alegado prejuízos esportivos pela redução de datas no Paulista, mas a decisão final do STJD é irrecorrível.
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