Bidon fica no Corinthians? Empresário dá pista sobre permanência ou venda
O futuro de Breno Bidon voltou a agitar os bastidores do Corinthians. Mesmo monitorado por gigantes da Europa, o jovem meia de 20 anos ainda não tem pressa para arrumar as malas, e a permanência no Timão segue muito viva.
Empresário do jogador, Fernando Brito abriu o jogo sobre o assédio internacional e deixou claro que Bidon já é um nome conhecido fora do Brasil. Segundo ele, sondagens não faltaram: “Dos grandes clubes europeus, eu não sei te dizer qual eu não tenha falado. Qualquer um que você falar, em algum momento, já teve sondagem, relação ou contato”, afirmou o agente.
Apesar disso, Brito reforçou que nem toda conversa vira proposta oficial. O plano, neste momento, é seguir evoluindo no Corinthians, onde o atleta se sente valorizado.
Projeto no Timão pesa na decisão
Mesmo com o sonho europeu declarado, Bidon e seu estafe enxergam o atual momento no clube como ideal para amadurecimento. “A gente está sendo muito feliz no Corinthians, no profissional, com o Dorival, o Fabinho e toda a diretoria. Temos um projeto muito bem consolidado com o clube”, destacou o empresário.
O contrato do meia vai até 31 de dezembro de 2029, com uma multa rescisória de 100 milhões de euros (cerca de R$ 635 milhões) para clubes do exterior. No mercado nacional, o valor cai para R$ 370 milhões.
Dentro das quatro linhas, Bidon segue dando respostas. Na final da Copa do Brasil, foi dele o lance mais comentado do jogo: um drible desconcertante em Cauã Barros que iniciou a jogada do segundo gol, marcado por Memphis Depay, na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, que garantiu o tetracampeonato ao Timão.
Quanto vale Breno Bidon?
Quando o assunto é valor de mercado, Fernando Brito prefere deixar a resposta nas mãos do futebol: “Quem diz isso é o mercado. Ele vale muito. Vale uma Copa do Brasil, um Campeonato Paulista, uma Copinha”, afirmou.
Além disso, o empresário destacou o perfil do jogador: humilde, focado e com sonho de Seleção Brasileira.
Europa ou Arábia Saudita?
Com o mercado saudita cada vez mais agressivo, a possibilidade também entrou na pauta — mas não é prioridade. “Não vou dizer que não, mas não me seduz. O sonho é jogar uma Champions League e ser campeão”, revelou Brito. A ideia é escolher o destino certo, no momento certo, sem atropelar etapas.
Análise: vender ou segurar?
Em meio a uma grave crise financeira, com dívida estimada em R$ 2,7 bilhões, o Corinthians prevê arrecadar R$ 151 milhões com vendas de jogadores em 2026. Bidon, naturalmente, aparece como peça-chave nesse planejamento.
Por outro lado, segurá-lo por mais tempo pode significar ainda mais valorização esportiva e financeira, especialmente se mantiver o nível de protagonismo em decisões. Para o torcedor, fica o dilema clássico: vender para aliviar as contas ou manter a joia e sonhar alto dentro de campo.
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