Déficit do Corinthians em 2025 já ultrapassou R$ 200 milhões; veja detalhes
O Corinthians registrou déficit acumulado de R$ 204,2 milhões nos dez primeiros meses de 2025, conforme balancete divulgado na quinta-feira (18), quase o triplo da previsão orçamentária revisada de R$ 83,3 milhões para o ano inteiro sob a gestão Osmar Stabile. O resultado negativo engloba futebol profissional e clube social, com receita operacional líquida de R$ 617 milhões contra despesas de R$ 649,4 milhões, gerando EBITDA contábil de R$ 31,9 milhões negativos.
Incluindo R$ 106 milhões de repasses por direitos federativos de atletas e deduzindo despesas financeiras de R$ 182,9 milhões, o rombo saltou de R$ 180,1 milhões em setembro para os atuais R$ 204,2 milhões. No futebol, o impacto foi de menos R$ 71,3 milhões, pressionado por folha de pagamento (salários, encargos, direitos de imagem e premiações) de R$ 377,7 milhões, depreciação/amortização de R$ 84 milhões, custos com jogos de R$ 42,8 milhões, despesas gerais/administrativas de R$ 39,2 milhões e serviços de terceiros de R$ 31,1 milhões.
Clube social agrava situação financeira do Corinthians
No social, o déficit chegou a R$ 182,7 milhões, com receita líquida de R$ 61 milhões (sócios R$ 25,3 milhões, licenciamento/franquias R$ 21,5 milhões, patrocínios R$ 9,6 milhões) contra despesas operacionais de R$ 108,2 milhões, destacando pessoal (R$ 58,3 milhões), terceiros (R$ 41,2 milhões) e gerais (R$ 32,1 milhões).
A dívida bruta, incluindo financiamento da Neo Química Arena, segue em R$ 2,7 bilhões. O clube aposta em receitas de dezembro: cotas de TV da Liga Forte União (LFU), premiação da Copa do Brasil (R$ 33 milhões pelo vice ou R$ 77 milhões pelo título na final contra Vasco) e empréstimo de R$ 70-100 milhões em negociação. Para 2026, orçamento aprovado prevê superávit de R$ 12 milhões e lucro operacional de R$ 320 milhões, com cortes de 19% em pessoal.
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