CBF definiu super salário de Anderson Daronco, mas será que vale tudo isso?
Já em dezembro de 2025, com a temporada da Série A encerrada, o debate sobre a valorização da arbitragem brasileira segue mais vivo do que nunca. No início do ano, a CBF definiu um reajuste nos salários dos árbitros, e o nome de Anderson Daronco voltou ao centro das discussões. Integrante do quadro FIFA, ele recebeu R$ 7.280 por partida ao longo do Brasileirão, valor que continua gerando questionamentos entre torcedores, clubes e analistas.
Quanto a arbitragem recebeu em 2025
Os valores definidos pela CBF para 2025 acompanharam os árbitros durante todo o campeonato. Os números foram os seguintes:
- Árbitros FIFA: R$ 7.280,00 por jogo
– Reajuste de 5,05% em relação a 2024 - Árbitros do quadro CBF: R$ 5.250,00 por jogo
– Aumento de 5%
Para assistentes e profissionais do VAR:
- Assistentes/VAR FIFA: R$ 4.370,00 por partida
- Assistentes/VAR CBF: R$ 3.150,00 por partida
Somando diárias, passagens e reembolsos, o valor total recebido por árbitros mais escalados, como Daronco, ultrapassou com folga a casa das seis cifras ao longo da temporada.
A aposta da CBF: salário alto, cobrança ainda maior
A ideia da CBF, ao definir esses valores no início de 2025, foi clara:
- Reter árbitros experientes
- Atrair novos profissionais
- Elevar o nível técnico da arbitragem
- Justificar o uso cada vez mais intenso do VAR
Internamente, a entidade defendeu que valorização financeira deveria resultar em mais preparo, menos erros e decisões mais seguras, especialmente em um campeonato marcado por disputas acirradas do início ao fim.
Análise: Desempenho de Daronco justificou o salário em 2025?
E aqui entra o ponto que não sai da boca do torcedor. Anderson Daronco esteve em jogos grandes, clássicos estaduais e confrontos decisivos ao longo do Brasileirão. Mas também acumulou polêmicas, revisões demoradas no VAR e decisões que incendiaram redes sociais e coletivas pós-jogo.
A pergunta que fica, agora com a temporada concluída, é direta:
👉 O retorno esportivo esteve à altura dos R$ 7.280 por partida?
Para parte dos clubes, o nível da arbitragem ainda ficou aquém do investimento. Já outros dirigentes defendem que o problema vai além do salário e passa por padronização de critérios, formação e transparência nas decisões.
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