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Corinthians vaza “lista de dispensa” de Dorival com vendas de R$ 151 milhões

A manhã começou quente no Parque São Jorge. Entre portas fechadas e telefonemas apressados, um documento interno circulou e acabou vazando, deixando claro que 2026 será de ruptura: nomes importantes estão na mira para sair, e a ordem é reduzir custos a qualquer preço.

O Corinthians incluiu no plano orçamentário de 2026 uma lista de jogadores que não devem permanecer, alinhada diretamente com o técnico Dorival Júnior. O objetivo da diretoria é cortar gastos de forma drástica e alcançar um superávit previsto de R$ 12 milhões, além de gerar R$ 151 milhões em vendas de atletas.

Segundo o documento, a folha total do clube deve despencar de R$ 505 milhões (2025) para R$ 410 milhões (2026), uma redução de cerca de 19%.
No futebol profissional, o corte é ainda mais sentido: o custo anual cai de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões, aliviando aproximadamente R$ 6,2 milhões ao ano.

Entre os nomes citados:

  1. Talles Magno – emprestado, contrato até o fim da temporada; não fica.
  2. Romero – vínculo também termina em dezembro; de saída.
  3. Fagner, hoje no Cruzeiro – pode ser negociado.
  4. Pedro Raul, no Ceará – outro atleta que pode render caixa ao clube.

A ordem é clara: enxugar, vender, rearrumar o elenco.

Previsão de R$ 151 milhões em vendas

O orçamento prevê que o clube arrecade R$ 151 milhões com negociações, seja com jogadores que já não estão mais no plantel, seja com nomes que ainda compõem o elenco atual.
Essa receita é tratada internamente como obrigatória para o equilíbrio financeiro de 2026.

O documento, que será analisado pelo CORI no dia 8 de dezembro e votado pelo Conselho Deliberativo em 15 de dezembro, revela uma realidade dura: o clube deve fechar 2025 com um déficit histórico de R$ 272 milhões, superando até o recorde negativo de 2019 (R$ 177 mi).

Nos bastidores, a avaliação é de que o clube “errou demais” no último ano. A reavaliação da gestão anterior mostrava um quadro preocupante:
superávit projetado de R$ 27,5 milhões → déficit real de R$ 82 milhões → situação final ainda pior.

Dorival já aprovou os nomes

Fontes internas indicam que Dorival Júnior participou ativamente da discussão. A ideia é ter um elenco “mais leve” financeira e tecnicamente remodelado.
Embora o documento não traga declarações diretas, uma frase atribuída a um dirigente circulou nos corredores:

“Não é escolha. É necessidade.”

Análise: O Corinthians entra no maior processo de reestruturação desde 2007

O corte na folha, a lista de dispensa e a dependência de receitas de venda mostram que o Corinthians vive um regime de austeridade.
É um movimento semelhante ao pós-rebaixamento de 2007, mas agora sem queda, é o caixa que empurra o clube para uma remodelação profunda.

Se a diretoria acertar na reposição e Dorival conseguir extrair potencial dos jovens, o Timão pode renascer.
Mas se a matemática não fechar, 2026 pode ser mais um ano turbulento no Parque São Jorge.

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