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Corinthians define futuro de Memphis, e a “linha de corte” que pode manter o holandês

Antes mesmo de a bola voltar a rolar na temporada, uma pergunta ecoa nos corredores do Parque São Jorge: o que fazer com Memphis Depay? Enquanto o clube desenha seu plano de austeridade para 2026, o destino do camisa 10 virou tema central e, ao mesmo tempo, uma pauta que a diretoria insiste em empurrar para frente.

O Corinthians deixou claro: a definição sobre o futuro de Memphis Depay não será agora. O presidente Osmar Stabile confirmou que a diretoria só pretende discutir uma eventual renovação em 2026, quando o vínculo estiver mais próximo do fim.

Não podemos falar disso neste momento. Vamos trabalhar dentro do que o contrato estabelece. Quando estiver perto do vencimento, aí vamos conversar. Futebol é dinâmico, não posso falar do futuro”, destacou o dirigente, em evento da CBF.

O contrato do holandês vai até julho de 2026 e ele chegou ao clube em setembro do ano passado. Desde então, soma 17 gols e 14 assistências em 60 jogos, números sólidos, mas que não blindam o atacante da pressão financeira.

O Impacto do Corte de Gastos

A novela Memphis acontece ao mesmo tempo em que o Corinthians projeta uma redução pesada na folha salarial para 2026. O clube quer baixar de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões em despesas gerais com pessoal, só no futebol, a poda será de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões.

Isso significa uma diminuição de R$ 6,2 milhões por mês na folha do departamento de futebol. Em paralelo, o clube ainda convive com um endividamento assustador de R$ 2,7 bilhões, que deve gerar R$ 219 milhões em despesas financeiras no próximo ano.

E tem mais: o Corinthians precisa vender jogadores para bater a meta de arrecadar R$ 151 milhões em negociações e mecanismos de solidariedade da FIFA. Em outras palavras: cada centavo importa e isso coloca Memphis sob o microscópio.

O Peso do Contrato e da Dívida

Um dos pontos mais sensíveis envolvendo o atacante é o custo total do seu acordo. Além do salário, Memphis possui luvas e bonificações, o que acabou gerando uma dívida de R$ 23 milhões do clube com o jogador. O pagamento está sendo feito parceladamente até março de 2026, fruto de um acordo com o estafe do holandês.

Há conselheiros e dirigentes que defendem a sua saída já em 2025: para essa ala, o contrato é pesado demais para o momento financeiro do clube e o retorno em campo não justificaria o investimento.

Memphis, atualmente, se recupera de um edema ósseo no joelho direito. Ele já evitou falar publicamente sobre renovação e manteve o discurso de foco total na reta final desta temporada. Para um jogador de alto salário, o histórico recente de lesões pesa ainda mais nas análises internas.


A “Linha de Corte”: O que pode manter Memphis?

Nos bastidores, a diretoria trabalha com um cenário simples: Se as metas financeiras forem atingidas e a redução da folha realmente encaixar, Memphis tem chance de ficar. Caso contrário, o nome do holandês entra naturalmente na lista de cortes possíveis para aliviar o orçamento de 2026. Ou seja: o futuro de Memphis depende menos do futebol… e mais da matemática.

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