Empresa contratada durante gestão de Augusto Melo cobrou o Corinthians na Justiça
A Kiara Segurança Privada, contratada durante a gestão do ex-presidente Augusto Melo para serviços no centro de treinamento das categorias de base do Corinthians, agora cobra judicialmente R$ 862 mil do clube. A empresa substituiu a WorkServ, cujo contrato foi rescindido por recomendação da Polícia Federal após inspeção em novembro de 2024, quando agentes recolheram documentos para verificar a legalidade das operações da Kiara. Apesar disso, a firma continuou atuando até junho de 2025, quando o Corinthians, já sob Osmar Stabile, encerrou o vínculo de R$ 8,6 milhões por dois anos.
A contratação gerou controvérsias desde o início, contrariando o departamento de compliance do Timão, que identificou seis irregularidades: ausência de funcionários registrados, porte pequeno da empresa, baixa atividade, sede em endereço residencial e mensalidades de R$ 358 mil (para 24 seguranças) superiores ao capital social da companhia. A Kiara alega rescisão unilateral, somando cerca de R$ 500 mil em atrasados mais uma mensalidade como multa, em meio a uma série de renegociações de dívidas herdadas da era Melo.
Corinthians se manifestou sobre o caso
O Corinthians informou estar em processo de repactuação dos valores e termos com a empresa, enquanto enfrenta um passivo total estimado em R$ 2,7 bilhões, incluindo rejeições judiciais recentes a planos de pagamento no Regime Centralizado de Execuções (RCE), que soma R$ 367 milhões em débitos. Esse episódio reforça os desafios administrativos do clube, com investigações em curso sobre contratações polêmicas da gestão anterior.
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