Vice-presidente do Corinthians diz ter tido reputação “completamente destruída” após polêmica
O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, manifestou-se de forma contundente sobre o chamado “escândalo das camisas”, que envolve alegações de desvios de uniformes do clube. Em entrevista no programa Domingol, Mendonça contestou as acusações feitas em um relatório interno, afirmando que sua reputação foi “completamente destruída por uma narrativa” que considera falsa.
Mendonça explicou que notificou extrajudicialmente os responsáveis pelo relatório, não pela auditoria em si, mas pelas acusações infundadas contra ele. O documento aponta que o dirigente teria “ameaçado, constrangido e impedido” a realização da investigação, o que ele nega categoricamente. Além disso, contestou a versão sobre o suposto desvio de 9 mil uniformes, que geraria um prejuízo estimado em mais de 5 milhões de reais, afirmando que a auditoria não constatou esse volume de materiais desviados.
Vice-presidente do Corinthians fala sobre acusações
Sobre as acusações específicas a seu respeito, Mendonça declarou que não retirou 131 peças do clube conforme o relatório aponta. Segundo ele, foram retiradas apenas 47 peças, todas justificadas e devidamente assinadas, com 10 destinadas a diretores da atual gestão. Os outros 37 itens teriam sido usados para fins de representação institucional do clube.
O vice-presidente também detalhou mudanças implementadas após assumir o cargo para melhorar a gestão dos materiais, incluindo controle de notas fiscais, requisições e inventários completos no almoxarifado e na rouparia do Centro de Treinamento.
Mendonça criticou o relatório, classificando-o como falho, impreciso e motivado por interesses que buscam prejudicá-lo pessoalmente. Ele ressaltou que jamais cometeu atos lesivos ao clube e que provou sua honestidade com documentos apresentados às autoridades policiais e aos órgãos internos do clube.
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