Corinthians: Ralf faz história e encerra mais um ciclo no futebol
A torcida do Corinthians voltou a viver um daqueles momentos que mexem com qualquer apaixonado pelo futebol: Ralf, um dos maiores símbolos de raça e entrega do Timão, encerrou mais um capítulo da sua trajetória nos gramados ao se despedir do Vila Nova, clube que defendeu por quatro temporadas.
Mas antes de falar do adeus, vale lembrar: a história do ídolo corintiano segue viva e com novos rumos pela frente.
A DESPEDIDA QUE EMOCIONOU O FUTEBOL GOIANO
O empate por 2 a 2 com o Volta Redonda marcou o último ato de Ralf com a camisa vermelha do Tigre. O volante de 41 anos foi homenageado antes da bola rolar, recebeu placa pelo marco de 160 jogos e não segurou as lágrimas: “Eu aprendi a respeitar, a amar esse clube, essa cidade, esse povo e a torcida… Foram três anos maravilhosos.”, declarou o volante, emocionado.

Mesmo saindo do banco aos 25 minutos do segundo tempo, Ralf quase viveu uma cena digna de roteiro: a torcida pediu seu nome na cobrança de um pênalti, ele se posicionou… mas o VAR revisou o lance e marcou apenas falta fora da área. Teria sido seu primeiro gol pelo clube.
UM CICLO DE CONQUISTAS E RESPEITO
Chegando ao Vila em 2022, o ex-corintiano foi titular absoluto até 2024, perdendo espaço apenas nesta última temporada. O clube até ofereceu um novo vínculo até o fim do Goianão 2026, mas Ralf recusou buscando um contrato mais longo.
Nada mais justo para quem ajudou a escrever história recente no Tigre: em 2025, ele conquistou o Campeonato Goiano, quebrando um jejum que durava desde 2005. À época, surpreendeu ao afirmar que aquele era o título “mais importante” de sua carreira.
O QUE VEM AÍ PARA RALF?
A saída abre especulações. Ralf, mesmo veterano, continua despertando interesse. A ideia de um retorno ao futebol paulista e até mesmo a alguma função de liderança no Corinthians, surge como sonho de parte da torcida, que sempre reconheceu sua importância e sua postura profissional.
ANÁLISE: UM LÍDER QUE FAZ FALTA
Ralf é daqueles jogadores que representam mais que posição: representam identidade. No Corinthians, sua história fala por si: títulos, entrega e a famosa “segurança” no meio-campo.
No Vila, repetiu o padrão: virou referência, capitão, ícone. Aos 41 anos, poucos atletas mantêm esse nível de respeito e postura. Para o futebol brasileiro, sua saída do Tigre significa o fechamento de mais um ciclo de um dos volantes mais subestimados de sua geração.
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