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Corinthians decide demitir profissional por causa polêmica

O Corinthians decidiu demitir um funcionário acusado de vender clandestinamente camisas oficiais do clube, em um esquema descoberto durante uma auditoria interna que investigava desvios de materiais esportivos fornecidos pela Nike. O funcionário atuava no setor de limpeza do Parque São Jorge e seria apenas a ponta de um possível esquema maior de comercialização ilegal.

A denúncia foi feita por um anônimo e originou uma auditoria detalhada, que comprovou a venda clandestina através da comprovação da compra de três camisetas originais do Corinthians pelo valor total de R$ 480, pagas via Pix diretamente para a conta do funcionário, nos dias 10 e 13 de outubro. Entre as peças vendidas estava inclusive uma camisa roxa da coleção 2025.

Funcionário admitiu ser culpado após ser confrontado pelo Corinthians

Ao ser confrontado pela diretoria do clube, o funcionário admitiu seu envolvimento no esquema. A decisão pela demissão foi adotada após avaliação jurídica e administrativa, com formalização prevista para ser concluída na quarta-feira.

Além dessa venda ilegal, a auditoria identificou diversas outras irregularidades graves na gestão dos materiais esportivos do Corinthians, como o acúmulo de produtos de coleções antigas sem destinação, a má distribuição dos uniformes entre os departamentos, falta de inventário formal há mais de quatro anos, ausência de lançamentos fiscais corretos e retirada de materiais sem autorização formal.

O relatório apontou também para ações problemáticas envolvendo o vice-presidente Armando Mendonça, responsável pela administração dos materiais, que demonstrou preocupação com o andamento da auditoria e adotou postura agressiva, incluindo supostas ameaças a membros da equipe que conduz o processo.

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, tomou as medidas cabíveis após receber o relatório e seguiu com o encaminhamento do caso às comissões do Conselho Deliberativo para investigação disciplinar, sob a supervisão da Comissão de Justiça e da Comissão de Ética.

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