Corinthians ativa plano “custo zero” para barrar saída de Maycon
O Corinthians trabalha nos bastidores para impedir a saída de Maycon, que tem contrato apenas até dezembro. A ideia da diretoria é simples: usar a chamada Cláusula de Guerra para manter o volante a custo zero, evitando pagar os valores pedidos pelo Shakhtar Donetsk.
O Movimento do Timão nos Bastidores
A permanência de Dorival Júnior foi o gatilho para o clube acelerar as conversas. O treinador deixou claro que deseja continuar com Maycon, que virou peça-chave no meio-campo. O problema? O Shakhtar quer 2 milhões de euros pelo jogador, além de 1 milhão de euros referente a empréstimos anteriores, uma conta que o Corinthians não está disposto (nem apto) a pagar no momento.
A Manobra: Cláusula de Guerra
Segundo apuração do jornalista Samir Carvalho, o Corinthians estuda acionar a Cláusula de Guerra, regra da FIFA que permite que jogadores ligados a clubes de países em conflito possam atuar em outras equipes sem custo de transferência.
“O estafe do Maycon acompanha de perto essa possibilidade”, disse Samir, ressaltando que a guerra entre Ucrânia e Rússia continua sem previsão de acordo.
Com a guerra ainda ativa, o Timão vê nessa brecha uma forma de manter o camisa 7 sem ter que abrir os cofres, algo que, no atual cenário, seria muito difícil.
Importância de Maycon na Era Dorival
Com Dorival, Maycon recuperou protagonismo. Em 2025, o volante já soma 37 jogos, 3 gols e 1 assistência, além de boa regularidade tática.
O camisa 7 virou uma espécie de motor do meio-campo corinthiano, e sua saída seria considerada um baque técnico na construção do elenco para a próxima temporada.
Antes de Tudo: Resolver o Transfer Ban
Mesmo com o plano pronto para segurar Maycon, o Corinthians enfrenta outro problema urgente: o transfer ban imposto por causa da dívida com o Santos Laguna, referente ao zagueiro Félix Torres.
A diretoria pretende quitar o valor até o fim de 2025, liberando assim o clube para registrar novos atletas na janela seguinte. Enquanto isso não acontecer, qualquer movimentação mais robusta no mercado fica travada.
Análise: Jogada de Risco ou Gol de Placa?
Acionar a Cláusula de Guerra tem se tornado comum entre clubes que tentam aproveitar o caos jurídico do cenário ucraniano. Do ponto de vista financeiro, é um alívio imediato. Do ponto de vista institucional, é sempre uma zona cinzenta, já que o Shakhtar costuma recorrer à FIFA contra essas situações.
Para o Corinthians, porém, é difícil imaginar um caminho mais viável no momento. Com dificuldades financeiras e pendências internacionais, o clube precisa usar todas as brechas possíveis para não desmontar o elenco que Dorival tenta consolidar.
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