Proposta estudada pelo Corinthians pode acabar de vez com dívida com a Caixa
O Corinthians está em negociações avançadas com a Caixa Econômica Federal para tratar da dívida referente ao financiamento da Neo Química Arena, que atualmente está em torno de R$ 675 milhões. Uma das principais propostas em discussão inclui a possibilidade da Caixa assumir os naming rights do estádio em Itaquera, substituindo a parceria vigente com a Hypera Pharma, cujo contrato vale até 2040 e rescindir antecipadamente custaria cerca de R$ 70 milhões.
As conversas também envolvem diferentes modelos financeiros para a quitação da dívida, incluindo a utilização do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) para recalcular os juros, atualmente na faixa de CDI+2%, o que representa cerca de 15% de juros ao ano. Outro ponto importante nas negociações é a criação de um fundo imobiliário, denominado Arena Fundo de Investimento Imobiliário – FII, que permitiria ao clube quitar o débito e ainda obter ganhos financeiros com a operação.
Outros modelos de pagamentos em debate entre Corinthians e Caixa
Além disso, estão sendo debatidos planos para parcelar a dívida em até 88 anos, o que resultaria em um pagamento anual ao redor de R$ 10 milhões até a quitação completa. A diretoria do Corinthians também questionou a Caixa sobre o valor para pagamento à vista, mas até o momento não houve resposta oficial do banco.
As negociações vêm acontecendo há algum tempo e contam com a participação de áreas estratégicas da Caixa, como a vice-presidência de atacado e a diretoria de marketing. O atual acordo de renegociação entre o clube e o banco foi firmado em 2022, durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, com pagamento dos juros iniciado em 2023 e amortização do principal a partir de 2025.
Paralelamente à negociação da arena, o Corinthians se prepara para próximos jogos do Brasileirão, incluindo confrontos contra São Paulo, Cruzeiro e Botafogo nas últimas rodadas do campeonato.
Esse pacote de negociações é fundamental para que o clube equilibre sua grave situação financeira e encerre um passivo que se arrasta desde a construção da arena entre 2011 e 2014, buscando estabilidade para os anos seguintes.
Comentários estão fechados.