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Conselheiro do Corinthians não se contém e detona projeto da SAFiel

O conselheiro trienal do Corinthians e membro do CORI, Paulo Pedro, fez críticas duras ao movimento SAFiel, grupo que defende a transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo ele, o debate é legítimo, mas deve acontecer internamente e ser baseado em dados concretos.

Paulo Pedro reclamou da pressão externa promovida pelo grupo e da forma como alguns líderes da SAFiel se referem à política interna do Parque São Jorge, classificando isso como desnecessário desgaste e postura inadequada. Ele apontou falhas no modelo financeiro e jurídico do projeto, destacando a ausência de pesquisas que comprovem a viabilidade da captação dos R$ 1,6 bilhão prometidos para as dívidas do clube. Além disso, comentou que a pessoa jurídica criada pela SAFiel não atende aos requisitos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para captar recursos.

O conselheiro explicou que, pelo direito societário, o voto dos acionistas depende do capital que possuem, o que pode concentrar poder em poucos investidores, contradizendo a promessa de um modelo democrático. Paulo Pedro ressaltou que defende governança e transparência desde 2018 pelo seu grupo, o Movimento Corinthians Grande, sem apostar em movimentos externos para “tomar o poder”.

Ele também lembrou que a eleição de Augusto Melo, que sofreu impeachment em 2025, demonstra que impor projetos como única solução tende a ter resultados ruins.

SAFiel usou redes sociais para se manifestar

Em resposta, a SAFiel usou as redes sociais para esclarecer pontos sobre o projeto, incluindo a recente fundação da empresa Invasão Fiel S.A., com capital social de R$ 3 mil, e a participação de Maurício Chamati, que participou do Comitê Independente de Finanças. A SAFiel negou conflitos de interesse e explicou que o capital inicial baixo é comum em empresas em fase pré-operacional, destacando que o projeto conta com um plano de captação estruturado e auditado.

Assim, o debate sobre o futuro do Corinthians e a possível transformação em SAF segue marcado por tensões internas e divergências sobre a melhor forma de gestão para o clube.

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