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Corinthians reativa “sonho”, mas pedida de R$ 70 milhões é avaliada

O Corinthians voltou a se movimentar para tentar resolver um dos seus maiores pesadelos financeiros: a dívida da Neo Química Arena. Nas últimas semanas, o clube apresentou novas propostas à Caixa Econômica Federal, buscando uma saída para o débito que gira em torno de R$ 660 milhões.

E, no meio das conversas, um “velho sonho” reapareceu: a venda dos naming rights do estádio, mas com um detalhe que deixou muita gente de cabelo em pé.

O Timão ofereceu à Caixa a possibilidade de assumir o nome da Arena, em um acordo de R$ 700 milhões por 10 anos, o que equivaleria a R$ 70 milhões por ano. A jogada permitiria ao clube usar o valor para abater grande parte da dívida, praticamente zerando o passivo.

Mas o problema está no contrato atual: para viabilizar o acordo, o Corinthians precisaria rescindir com a Hypera Pharma, que detém os naming rights da Neo Química Arena, pagando uma multa de R$ 70 milhões. Ou seja, antes mesmo de receber qualquer centavo, o clube já teria de desembolsar uma bolada.

Corinthians tenta aliviar o peso financeiro

Outra frente aberta nas negociações foi a tentativa de alterar as condições da dívida. Hoje, o clube paga Selic + 2% ao ano, o que resulta em cerca de 17% anuais, um juro altíssimo.

Para aliviar o sufoco, o Timão sugeriu trocar o índice para IPCA (9%) ou até mesmo o INCC, que acompanha o custo da construção civil e não é considerado uma taxa de juros tradicional. Até o momento, a Caixa ainda não respondeu às propostas.

Análise: o “sonho” é real, mas o custo é amargo

O movimento mostra que o Corinthians tenta reativar o antigo sonho de ter a Arena quitada e o nome “limpo” na praça. Porém, a pedida de R$ 70 milhões pela rescisão com a Hypera coloca uma barreira pesada no caminho.

Além disso, a Caixa não dá sinais de pressa para aceitar as condições, o que indica que o assunto ainda deve se arrastar por mais alguns meses.

No cenário atual, a diretoria do Timão se vê diante de um dilema: arriscar uma jogada ousada que pode limpar o passado, ou evitar um novo rombo que comprometa ainda mais as finanças do clube.

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